2007: o ano dos concursos


| Tempo de leitura: 3 min
Há vagas. 2007 é o ano dos concursos públicos. E não sou eu quem diz. São os chamados “especialistas”. Em pleno segundo mês do ano, as previsões já vão se confirmando. Inscrições abertas para todos os lados. Se você quer ser coveiro em Nazaré da Mata (PE) e ganhar R$ 350 para isso, há vagas. Se você deseja receber R$ 22.111,25 para ser Procurador no Tribunal de Contas de Minas Gerais, fique esperto, as inscrições estão abertas. Assim como vagas, candidatos não faltam. Pelo contrário. Sobram. Entre as vantagens de um emprego público, a estabilidade e, na maioria das vezes, um salário acima da média são características que praticamente todo jovem adoraria ter no início de sua vida profissional. No entanto, agarrar uma das vagas não é assim tão simples. Exige esforço, disciplina, persistência. Ainda assim, cada vez mais jovens estão dispostos a sacrificar a cervejinha do final de tarde ou a balada de fim de semana para estudar. Repito. Estudar, estudar, estudar. Luyane Martins de Oliveira, 23, é um exemplo. Advogada formada e em seu segundo ano de exercício da profissão, ela sonha ser juíza. É. Enquanto espera completar três anos como advogada, uma exigência dos concursos públicos para a magistratura, ela já está em seu segundo ano de preparação. Luyane sabe bem quais são as características de um bom candidato. “Dedicação, persistência, perseverança e, no mínimo, algumas horas de estudo diário”, diz. No caso dela, entre seis e sete de segunda a sexta-feira. No sábado e no domingo, distração, afinal, ninguém é de ferro. “Final de semana eu tiro para descansar, porque durante a semana a rotina é muito puxada”. A futura juíza sabe que passar em um concurso não é fácil, por isso, aposta e recomenda persistência para quem deseja um emprego público. “Não pode desistir de jeito nenhum. A gente vai aprendendo, tirando experiência em cada concurso. São milhares de candidatos e, sei lá, duas ou três vagas”. Com ela, concorda Laís Cláudia de Lima, 42, atualmente funcionária da Receita Federal. O atualmente explica-se. Ela, que já foi aprovada em concursos públicos para a própria Receita, para a Caixa Econômica Federal e aguarda a convocação para novo cargo, o de procuradora da Fazenda do Estado de São Paulo, acredita que a persistência “é decisiva” e acrescenta ao rol de requisitos outra característica: a organização. “Tem que se estabelecer um horário para estudar e adequar o seu tempo para não se sacrificar de uma forma exagerada. O mais importante é adequar os estudos às outras necessidades”. Depois de três aprovações, a escalada de concursos de Laís ainda deve ter outro degrau. Ela já está estudando para ingressar no MPF (Ministério Público Federal). Quer ser procuradora da República. Atualmente, é aluna de um curso especializado na preparação para concursos e valoriza a contribuição das aulas. “É um modo de se manter atualizado e tirar as dúvidas. É muito importante”, diz. Rosângela Teruko Ueda, 30, proprietária de uma escola de cursos preparatórios para concursos, confirma a necessidade de atualização. “Seja na parte cultural, política, econômica, jurídica, o aluno precisa estar atento às atualizações. Quem não está antenado para as novidades tem menos chance de sucesso. Eu mesma, desde quando terminei minha faculdade, não parei de fazer cursos. É imprescindível”, diz. Ueda afirma que o ano será repleto de editais em busca de novos profissionais e que cada candidato precisa se preparar para ocupar os postos de trabalho. “Já estão abertas e ainda vão abrir muitas vagas. Toda a área pública precisa de profissionais. As vagas existem. Basta que os candidatos se organizem, estudem e se preparem para preenchê-las”.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários