Sob escolta, polícia queima R$ 120 mil em entorpecentes


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Funcionário de metalúrgica joga tijolos de maconha em forno ardendo a 1,5 mil graus: em 15 minutos, drogas apreendidas nos últimos dez meses em Franca foram destruídas
Funcionário de metalúrgica joga tijolos de maconha em forno ardendo a 1,5 mil graus: em 15 minutos, drogas apreendidas nos últimos dez meses em Franca foram destruídas
Um forno ardendo a 1,5 mil graus destruiu 75,2 quilos de drogas ontem à tarde em uma indústria metalúrgica do Distrito Industrial. O entorpecente, apreendido na cidade nos últimos dez meses, virou literalmente pó em menos de 15 minutos. Na avaliação da polícia, o tóxico era avaliado em R$ 120 mil. Pouco após as 14 horas, duas viaturas com policiais armados com espingardas e metralhadoras deixaram a sede da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) com destino à metalúrgica. O forte aparato foi montado para evitar a retomada das drogas por traficantes. A segurança ficou de prontidão o tempo todo enquanto as substâncias ardiam nas chamas. Foram queimados 68,5 quilos de maconha, 6,6 quilos de cocaína e 151 gramas de crack. A incineração foi acompanhada por dois advogados, por membros da Vigilância Sanitária e por representantes do Ministério Público. “Esse é um procedimento previsto por lei, pois é muito perigoso manter quantidade considerável de drogas em repartições públicas. A incineração é um golpe nos traficantes, mas, por outro lado, demonstra que Franca e região são grandes consumidores de drogas”, comentou o promotor Joaquim Rodrigues Rezende Neto. Em média, a Polícia Civil destrói cerca de cem quilos de drogas todos os anos na cidade. Devido ao custo mais acessível, a maconha responde pelas maiores apreensões, mas o consumo de crack, cocaína, LSD e ecstasy tem crescido. “Franca é uma rota de tráfico e isso muito nos preocupa. Continuaremos atentos e trabalhando firme para tentar coibir esse tipo de crime”, disse o delegado Benedito Carlos Quiodeto.

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