Vítima diz desconhecer motivos das ameaças


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O produtor musical acusado de fazer as ameaças ao próprio sócio tem 54 anos e mora no Jardim Aeroporto. Ele prestou depoimento na sede da DIG e negou ser o autor das cartas e dos telefonemas anônimos. Também rebateu a possibilidade de manter qualquer tipo de vínculo com o PCC. Para a polícia, porém, não restam dúvidas de que ele é o culpado. “As evidências são claras. Fizemos o exame grafotécnico, que não deixou dúvidas. O delegado Wanir está convicto de que foi mesmo essa pessoa que escreveu as cartas”, disse o investigador Calil. Para que não restassem dúvidas, o policial submeteu o produtor a um “ditado” e pediu para que ele escrevesse algumas palavras em uma folha de papel. Além da caligrafia idêntica, repetiu os mesmos erros grosseiros. “Ele escreveu a palavra passado com ‘ç’, da mesma maneira que havia feito nas cartas enviadas ao comerciante”. Em depoimento à polícia, a vítima disse desconhecer os motivos pelos quais vinha recebendo as ameaças. Uma das hipóteses seria sua intenção de romper a sociedade com o produtor. A princípio, o acusado deverá responder a processo por ameaça, um crime considerado de natureza leve. A polícia espera encontrar indícios para tentar enquadrá-lo em outros artigos. “Acredito que ele submeteu a vítima a torturas psicológicos. Vamos analisar se é possível denunciá-lo por essa prática também”, finalizou o investigador Calil.

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