Depois da festa, a volta ao trabalho


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Alfredo Palermo Franca viveu seu tríduo carnavalesco com muita animação de todos os setores da vida citadina. Desde o dia 16, sexta-feira, iniciavam-se o batuque das escolas de samba, a preparação dos foliões à apresentação popular, o bater das baterias e as canções da festa de Momo. Nos dias seguintes, a folia dos cordões, os bailes no ritmo dos sambas e as baterias soando e ressoando nas ruas, o Carnaval deu um banho de alegria a nossa cidade. Mostravam os alegres foliões que, com a força de antigas tradições de inteireza espiritual e sentimental, cantavam e festejavam naqueles dias sagrados o descanso do trabalho. Passada a descontração das comemorações, a cidade adormeceu para a “Quarta-Feira de Cinzas”. Na verdade, a cidade voltou a seu ritmo normal: os bancos abriram ao meio-dia, as repartições também, as lojas as acompanharam. E na quarta-feira, noticiava-se que uma dezena de francanos havia sido vítima de acidentes fatais automobilísticos, em seus passeios para outras cidades. Era o luto que baixava sobre o coração das famílias. Passaram os dias de festa. Mas a cidade se volta para as suas realidades e as suas esperanças. Temos de nos lembrar dos problemas que ocorreram no ano antes do Carnaval: as chuvas que causaram graves danos, a crise dos calçadistas e o desemprego, as dissensões na área da saúde, a criminalidade desafiadora, etc. Há, sem dúvida, esperanças de melhores dias para as instituições, para as empresas, para as autoridades, para os trabalhadores, para o povo em geral. Entre as esperanças, sempre renovadas pela comunidade, há que citar um grande plano de realização de serviços municipais, atribuído ao prefeito, Sidnei Franco da Rocha, e ao vice-prefeito, Ari Balieiro; conta-se com a ampliação do serviço de água, da Sabesp; criam-se boas expectativas para a solução dos problemas gerais de Santa Casa; aguardam-se recursos do governo do Estado para a reparação dos danos causados pelos temporais. E o mais. Finalmente, espera-se que o governo José Serra, atendendo à expectativa de nossa indústria de calçados, siga o exemplo dos Estados que estão cobrando apenas 3% para a comercialização de sapatos, sem defesa para São Paulo, onde a taxa é de 12%. E há mais a grande esperança dos francanos: que sua luta demonstre novamente que esta cidade está viva e que as autoridades estaduais e federais devem cumprir as promessas eleitorais de ajuda à nossa terra.

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