Franca faz parte da rota do tráfico internacional de drogas


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Cadeia repleta de traficantes, francanos presos no exterior por tráfico internacional. Contrabando de produtos diversos e derrame de notas falsas. Para a Polícia Civil de Franca, esses fatores fazem parte da realidade local e justificam a implantação de uma unidade da Polícia Federal. "É uma evolução que nossa cidade está exigindo pelo crescimento enorme que tem. Não basta apenas investimento nos setores comercial e industrial. Também é preciso pensar na segurança. Tenho certeza de que toda a região sairia ganhando", disse o delegado seccional, Maury de Camargo Segui. Segundo informações apuradas pelo setor de inteligência da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), não há a menor dúvida de que Franca faz parte da rota do tráfico internacional de drogas. "Infelizmente, essa é uma realidade. Dezenas de francanos estão presos no exterior por tentar entrar com drogas em países da África e do continente europeu, como Espanha, Itália e Holanda. Isso demonstra que pessoas daqui continuam sendo recrutadas para funcionarem como mulas e transportarem cocaína", disse o delegado Pedro Luiz Dallaqua. O policial acredita que entre 50 e 70 francanos possam estar presos foram do País atualmente. O tráfico na mão inversa também é grande e preocupa as autoridades locais. A maior parte da maconha distribuída na cidade vem do Paraguai, enquanto a cocaína é importada da Bolívia e da Colômbia. As drogas são responsáveis por 60% das prisões ocorridas em Franca. A cidade é ponto de partida para o envio de entorpecentes a pequenas cidades da região e a municípios do sul de Minas Gerais. O delegado Dallaqua acredita que a Polícia Federal seria importante para ajudar a coibir a incidência desse tipo de crime. "A Polícia Federal poderia ajudar muito, pois tem maior facilidade de acesso a passaportes e documentos relacionados a aduana e aos aeroportos. A fiscalização mais abrangente facilitaria as investigações". Ainda segundo os policiais civis, a Polícia Federal também seria um ganho importante para reforçar as operações nas fronteiras de estados e inibir a circulação de carros roubados, de armas e de criminosos. "Também convivemos com o contrabando de produtos eletrônicos, de cigarros e de moedas falsas. Não temos equipes suficientes para investigar esses crimes. A eventual vinda da Polícia Federal seria um ganho muito grande", completou o delegado seccional.

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