‘Ele esperava a irmãzia’, diz tio do menino


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Os familiares de Wesclei se uniam em múltiplos sentimentos nos instantes que se seguiram após a morte do garoto. Indignação, revolta, tristeza e, principalmente, comoção. Poucas horas antes do atropelamento, os pais do menino, Renato e Andréia, costuradores de sapato, comemoraram a chegada do terceiro filho do casal, uma menina, cujo nome ainda nem havia sido escolhido. Um dos mais inconformado era o pedreiro Benedito Antônio Costa, 53, tio de Renato. Ele disse que Wesclei estava ansioso para que a irmã chegasse logo. “Ele estava feliz demais por causa da menina. Perguntava toda hora quando ela ia chegar em casa. É uma situação difícil de aceitar”, disse, emocionado. “Nem chegou a conhecer a criança”. Uma prima de Wesclei, que não quis revelar o nome, também estava bastante comovida. Ela disse que o garoto sempre brincava na rua e no pátio dos predinhos e que tinha cuidado ao atravessar a via. “Ele era muito esperto, olhava para os dois lados. Mas hoje (ontem) não olhou e infelizmente aconteceu tudo isso. Agora, é só rezar para ele e lamentar”, disse, com os olhos marejados.

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