Calçadas de Franca viram terra de ninguém


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Mãe com carrinho de bebê e outros pedestres são obrigados a passar pela Rua Voluntários da Franca ao se desviar de montes de areia, terra e pedras de reforma em ponto de comércio no Centro
Mãe com carrinho de bebê e outros pedestres são obrigados a passar pela Rua Voluntários da Franca ao se desviar de montes de areia, terra e pedras de reforma em ponto de comércio no Centro
Matos, tocos de árvores, raízes estufadas e pisos estragados não bastam. Além da má conservação das calçadas, pedestres enfrentam problemas com a falta de educação de comerciantes e construtores. Em vários pontos da cidade, é comum se deparar com as passagens destinadas aos transeuntes “entupidas” com conjuntos de mesas e cadeiras, materiais de construção e produtos à venda. Numa rápida visita aos bairros, é possível encontrar até carriolas e uma pia exposta na calçada, no Bairro Estação. Em outro trecho, na Rua Simão Caleiro, além de mesas plásticas de um bar, há uma árvore no meio do caminho das pessoas. O jeito é passar pela estreita rua. Essa também é a única alternativa na Rua Carlos do Carmo, no Bairro Cidade Nova. Nas proximidades do número 590, areia coberta por sacos de cimento vazios se esparrama pela calçada. O trânsito na via é intenso. A região central de Franca não escapa das obstruções causadas por reformas. Nos cruzamentos das Ruas Ouvidor Freire com Voluntários da Franca, obras em um ponto de comércio obrigam os pedestres a desviar pela rua, onde a passagem de ônibus é intensa o dia todo. Na sexta-feira à tarde, a dona de casa Raquel de Andrade, 29, arriscou-se ao “fugir” da calçada com terra, tijolo, pedra e areia e subir o trecho pela rua com a caçula no colo e os dois filhos menores, de 3 e 7 anos, do lado. “É perigoso, mas por onde vou passar? Enfrento calçadas ruins pela cidade inteira. É terrível”, disse ela, que mora no Aeroporto III. A proprietária do imóvel, Eliane Borges, reconhece os transtornos, mas disse que é algo provisório. “Não tenho como colocar a areia dentro do cômodo. Mas a reforma será rápida, por uma semana.” Outro morador incomodado com os problemas em calçadas é Sérgio Bassi. Ele citou vários pontos com materiais de construção, mesas e até motos estacionadas em calçadas. “Sempre reparo nisso. Temos de reclamar para ver se o prefeito toma providências”, disse. Air Fontanesi, chefe do setor de Fiscalização da Prefeitura, disse que o monitoramento das calçadas é constante, mas feito paralelamente a outros serviços, pois “não há mão-de-obra suficiente para cobrir toda a cidade”. Se se deparam com o problema, os fiscais intimam os responsáveis a retirarem os obstáculos. Caso não o façam, pagarão multas previstas na legislação municipal. “Não costumamos cobrar pela desobediência. Orientadas sobre a lei, as pessoas costumam atender às ordens de retirada”, disse Air.

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