Familiares reagem com medo e tristeza ao assassinato


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Um tio, uma tia e a companheira. Esses foram os familiares de Fábio que compareceram ao Plantão Policial para registrar o Boletim de Ocorrência da morte do menor. Entre eles, era nítida a tristeza, expressada por meio de poucas palavras. Claramente, estavam assustados. Pediram para não ter seus nomes divulgados. O tio da vítima foi um dos primeiros a chegar ao local do crime. Disse que recebeu a notícia de que Fábio fora baleado e estava caído em um matagal através de companheiro do sobrinho. Foi com a polícia e constatou a veracidade da informação. “Assim que fui informado, fui para o local. Quando cheguei lá, vi ele deitado, já morto. Não havia mais o que fazer”, disse o tio, que negou conhecer o indivíduo que deu a notícia. “Nunca o vi. Nem sei quem é”. A mulher do menor chorava bastante na delegacia. Disse que morava junto com Fábio desde dezembro. O casal não tinha filhos. A moça disse que estava muito abalada e inconformada com a morte do marido. “Estava desempregado nos últimos dias, mas sempre trabalhava. Segunda-feira ia começar em uma fábrica de sapatos. O colega dele tinha arrumado uma vaga. Não sei direito o que houve, não quero falar”, disse. Ninguém quis comentar o suposto envolvimento de Fábio com o tráfico de drogas ou a passagem pela Febem, citadas por policiais. A família também não comentou a possível ligação da morte com a tentativa de assalto a uma casa na região.

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