Cidade fantasma


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A grande maioria da galera de Franca se acabou no Carnaval. Uns foram para a folia em cidades da região, outros ficaram por aqui mesmo curtindo os desfiles ou bailes de Franca, mas o fato é que as cinco noites de Momo deixaram o povo moído. Tanto é que ninguém está organizando grandes baladas ou shows para este fim de semana. Os barzinhos vão funcionar normalmente, mas não há grande expectativa de público. Enfim, para quem ainda tiver energia, os barzinhos serão boas opções para curtir um “esqueminha sossegado”, bater um papo e curtir a companhia dos amigos ou do/a namorado/a. Mas se você estiver esperando uma balada forte, a chamada “quebradeira”, esquece. Não tem ferveção prevista. Neste caso, uma boa opção é aproveitar para se desintoxicar, caso tenha abusado do álcool durante o Carnaval. Descansar, fazendo um programa mais light. Dá para pegar um cineminha, aproveitando a estréia de Antônia no cine Franca 3 ou o retorno do lutador Rocky Balboa em seu sexto filme em 30 anos. Outra opção é ficar em casa e ver filmes por lá mesmo, alugando uns DVDs e estourando umas pipocas. Para quem gosta de uma “dramédia” leve, sossegada, pode ver o alemão Adeus, Lenin! de Wolfganger Becker. Quem é mais ligado em comédias românticas pode escolher o antigão, porém clássico, A Primeira Noite de um Homem, de Mike Nichols, que revelou o ator Dustin Hoffman. Quem não abre mão de uma certa dose de violência misturada ao humor pode optar por Eles Matam, Nós Limpamos, com direção de Reb Braddock e roteiro de ninguém menos que Quentin Tarantino. E para quem preferir uma animação, uma dica é a produção inglesa em massinha Wallace & Gromit - A Batalha dos Vegetais. E se as ruas estão desertas, outra opção é sossegar o facho e ler um bom livro. Uma opção é O Mistério das Bolas de Gude, de Gilberto Dimenstein. O jornalista conta histórias reais de pessoas “invisíveis”, ignoradas pela sociedade, e de alternativas bem-sucedidas de promoção da inclusão daqueles que não têm voz nem vez. Essa breve sinopse pode levar ao engano de que a obra seja um chato tratado sociológico. Não é. Com saboroso e inconfundível texto do autor, O Mistério das Bolas de Gude contém narrativas que, além de reflexão, rendem agradáveis momentos de puro entretenimento saudável. Seja como for, um fim de semana sem quebradeira não vai matar ninguém e, com criatividade, dá para se divertir até mesmo em uma cidade fantasma.

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