A cesta básica está mais barata em Franca. Segundo levantamento do Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas) do Uni-Facef, de 13 itens consultados, dez apresentaram baixa nos preços. A queda no valor total da cesta foi de 1,47% de janeiro para fevereiro. No mês passado, arroz, carne, leite, farinha, batata, pão, banana, óleo e outros produtos seriam comprados por R$ 141,72 e neste, a R$ 139,64.
A coleta de preços foi feita em 18 supermercados, em diferentes regiões da cidade. Para os cálculos, o Ipes considerou o padrão nacional de consumo de alimentos para uma família de quatro pessoas durante um mês. De carne, por exemplo, estima-se que os familiares consumiriam seis quilos. Pela pesquisa, comprar essa quantia custaria R$ 38,46 em janeiro e R$ 37,79 neste mês, variação de 1,75% negativo. O arroz foi o alimento que apresentou maior queda no preço: 8,33%. Para as quatro pessoas, o consumo mensal dos grãos seria de três quilos comprados por R$ 3,41 em fevereiro.
Apesar de a maioria dos produtos da cesta básica ter registrado redução de preços, quem está acostumado a fazer compras não sentiu alívio no bolso. As donas de casa entrevistadas pelos corredores dos supermercados não notaram a redução apontada pela pesquisa, pelo contrário, falaram em encarecimento das mercadorias.
A dona de casa Nadima Ferreira, 41, moradora do City Petrópolis, citou o óleo como um dos que subiram nas últimas semanas. “Pagava R$ 1,40 e agora está mais de R$ 1,70”, disse. Pelo levantamento do Instituto, o preço do produto caiu 6,07%. Comprado por R$ 2,14 em janeiro, é vendido a R$ 2,01 em fevereiro.
Valéria Rocha Neves, 37, secretária, é outra que não percebeu a baixa na cesta básica. “Passo em vários supermercados e, pelo que vi, está tudo mais caro.” Para fugir dos aumentos, Valéria substituiu compras mensais por quinzenais. “Assim aproveito mais as ofertas”, disse ela, que deixa de comprar quando acha que o preço está abusivo ou leva em menor quantidade.
Para o pesquisador do Ipes, Hélio Braga Filho, o fato dos consumidores não sentirem a redução nos mantimentos tem explicação. “O Instituto não tem condições de consultar todos os supermercados. Talvez, a pessoa faça compras em pontos onde a pesquisa não foi feita.”
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