O governo estadual e a Prefeitura parecem, enfim, convergir para um acordo em relação à Santa Casa de Franca.
No último dia 15, o secretário da Saúde de São Paulo, Luiz Roberto Barradas, anunciou que está disposto a assumir o setor de alta complexidade do hospital e zerar o déficit da instituição, que hoje é de aproximadamente R$ 842 mil mensais.
Mas, em troca, propôs administrar, também, os recursos vindos do SUS (Sistema Único de Saúde) para o município. Para colocar a idéia em prática, porém, Barradas dependeria da aprovação do prefeito Sidnei Rocha (PSDB), detentor da gestão plena de Saúde.
Alegando temer problemas com a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), o tucano repudiou a idéia. “Se eu passar esses R$ 30 milhões ao Estado, terei problemas, pois a verba consta do Orçamento Municipal. Se não contar com ela, enfrentarei problemas com o Tribunal de Contas pois os gastos com pessoal vão extrapolar o que a lei permite”, disse. “Assim, não dá acordo”.
Diante da reluta de Rocha, o Estado mudou de postura. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde, Barradas desistiu da idéia de assumir as verbas vindas do SUS. “Essa foi apenas uma idéia alternativa. Queremos deixar claro que nossa intenção não é assumir esse dinheiro, mas somente regular os atendimentos de alta complexidade. Está fora de cogitação”, disse nota do órgão.
Sidnei ficou satisfeito com a declaração. Para ele, agora, o acordo poderá acontecer rapidamente. “É só me convocarem na secretaria que irei. Essas verbas eram o grande problema. O resto são pequenos detalhes que deverão ser resolvidos sem traumas”.
ERRAMOS
Ao contrário do que foi divulgado na edição do Comércio da Franca de terça/quarta-feira, Sidnei Rocha não tinha reunião agendada para ontem na Secretaria de Saúde. O que houve foi um encontro entre dirigentes da Diretoria Regional de Saúde.
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