Mambrini quer ‘caixa-preta’ da Câmara


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Na última sessão da Câmara, Mambrini mostra recortes da matéria do Comércio que tornou públicos gastos de R$ 1.960 feitos por ele com um telefone celular da Câmara. Vereador quer, agora, saber quanto gasta ca
Na última sessão da Câmara, Mambrini mostra recortes da matéria do Comércio que tornou públicos gastos de R$ 1.960 feitos por ele com um telefone celular da Câmara. Vereador quer, agora, saber quanto gasta ca
Quem com ferro fere, com ferro será ferido. Cumprindo a máxima popular, Marcelo Mambrini (PMN) quer saber quanto cada um de seus colegas vereadores gastou com os telefones da Câmara em 2005 e 2006. A iniciativa acontece depois do Comércio publicar, com exclusividade, uma matéria mostrando que o vereador gastou, no ano passado, R$ 1.960 em ligações de um celular pago pela Câmara. O requerimento contra-ataque de Mambrini depende da aprovação dos próprios “investigados” e será votado na sessão desta semana, que, em razão do Carnaval, acontece na quarta-feira de Cinzas. A tarefa, contudo, não está entre as mais fáceis. Entre os que discordam da intenção de Mambrini estão o líder do prefeito, Jepy Pereira (PSDB), e o oposicionista Gilson Pelizaro (PT). Ambos afirmam publicamente que não se importam em abrir a “caixa preta” de seus ramais, mas vêem no requerimento um tom de “picuinha”. “Eu acho que é um requerimento justo em ocasião de paz. Nesse tumulto que houve aí, para tentar justificar as besteiras que ele fez, é uma iniciativa inoportuna”, atacou o tucano. O petista, da oposição, em um raro momento, concorda com seu colega do governo. “Questionar isso agora é uma bobagem, mais uma de uma série de picuinhas que não tem levado a nada”. Presidente da Câmara, Joaquim Ribeiro (PSB), o homem que dará a palavra final sobre o assunto,diz que analisará os aspectos legais do pedido. “Vou encaminhar ao Departamento Jurídico. Se não afronta a legalidade, eu vou passar para ele (Mambrini)”. A interlocutores, Ribeiro confidencia que não terá como negar o cumprimento do requerimento. A única condição imposta seria que o ex-presidente diga para que quer as informações solicitadas. Na justificativa do requerimento, o vereador dá indícios de suas intenções. Nela, Mambrini cita a matéria publicada pelo Comércio, fala em “comparação” entre gastos dos ramais e afirma que as informações são de interesse público. Procurado pela reportagem desde quinta-feira para comentar o assunto, Mambrini não foi encontrado nem atendeu às ligações feitas para seu celular.

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