Temporal destelha asilo de Ibiraci


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No hospital, Miguel Carlos da Silva, Joaquim Alves de Melo e Geraldo Miguel da Silva, se recuperam do susto provocado pelo destelhamento
No hospital, Miguel Carlos da Silva, Joaquim Alves de Melo e Geraldo Miguel da Silva, se recuperam do susto provocado pelo destelhamento
O domingo de Carnaval do Asilo "Casa da Vovó Divina", de Ibiraci (MG), acabou em tragédia. Um temporal que durou meia hora no fim da tarde gerou momentos de pânico entre os idosos que descansavam enquanto aguardavam o jantar. O vento forte destelhou a casa de sete cômodos. Apenas parte da copa não foi atingida e foi usada para abrigar os 19 idosos com idades entre 60 e 106 anos. Três deles tiveram ferimentos leves ao serem atingidos pelas telhas, sendo que um levou três pontos na cabeça e outros dois tiveram corte no braço e na perna. No momento da chuva, entre os funcionários, apenas a cozinheira Abadia Garcia estava no asilo e teve que socorrer os idosos. "Eu estava fazendo a janta quando as telhas começaram a serem arrancadas. Foi um milagre nada de grave ter acontecido", disse Abadia, que foi ajudada por voluntários. Os moradores ficaram molhados e foram todos levados para o Hospital Municipal. "Achei melhor porque três se machucaram e precisaram ser medicados. Todos estavam agitados. Além disso, não tinha outro lugar para levá-los. Provisoriamente, eles ficarão no hospital até a gente ver o que vai fazer", afirmou a auxiliar-administrativa do asilo, Érica Clausing. Os idosos foram transferidos de ambulância. Érica ainda não calculou os prejuízos, mas tudo ficou perdido. A chuva molhou móveis, eletrodomésticos, colchões e roupas. "Perdemos tudo. Mas, felizmente, não aconteceu nada de grave com eles", disse ela. Logo após o temporal, uma equipe do Departamento de Obras e Serviços Urbano foi acionada para ajudar na retirada das telhas quebradas e dos móveis que foram transferidos para o Departamento de Obras. PÂNICO O medo tomou conta de Antônio Olegário (idade ignorada), que usa uma cadeira de rodas e não fala. Olegário teve um corte no braço. "Ele chorou muito. Eu também fiquei com muito medo na hora e machuquei minha perna", disse Geraldo da Silva, 75. Eurípedes Galdino, 63, estava sentado no sofá assistindo televisão quando começou a chover. Por causa dos relâmpagos, a TV foi desligada e ele continuou na sala. "Quando começou a chover, um pedaço de telha caiu na minha cabeça. Doeu muito e começou a sair sangue. Fiquei muito assustado e não sabia onde me esconder", disse. Otávia de Souza, 87, lembra que na hora do vendaval pedia ajuda para se salvar. "Uma telha caiu em cima de mim e eu ficava gritando para me ajudarem", conta. Todos passam bem.

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