Agora é definitivo: pelos próximos quatro anos, Franca não terá escritório regional da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). A informação, que dá um banho de água fria nas pretensões da cidade, é do governo de São Paulo, que elabora um programa para corte de pessoal na autarquia.
O CDHU tem, hoje, 950 funcionários e mais 300 estagiários espalhados em 14 unidades regionais, que são responsáveis pelo atendimento descentralizado. Além de não abrir nenhuma nova regional, o governo José Serra (PSDB) prevê que algumas delas sejam fechadas. A meta é cortar ao menos 20% do pessoal.
“Temos que fazer economia. Alguns órgãos no Estado estão visivelmente inflados, e um exemplo claro é a CDHU. Haverá cortes, sem dúvidas”, diz Aloysio Ferreira Nunes, um dos homens fortes do governo Serra.
Segundo apurado pelo Comércio com fontes ligadas à Secretaria de Habitação, cinco unidades - Barretos, Araraquara, Região Metropolitana de São Paulo, Marília e Taubaté - devem ter seus escritórios fechados. No caso de Barretos e Araraquara, o atendimento passaria a ser feito pela regional de Ribeirão Preto, que continuará responsável pela prestação de serviço aos mutuários de Franca. Lair Krähenbühl, secretário da Habitação e presidente da CDHU, não quis comentar.
Procurado pelo Comércio, Milton Leite, superintendente da CDHU em Ribeirão, preferiu não opinar diretamente sobre o tema. “Esse assunto é polêmico. Ele depende de estudos. O comentário é freqüente e acredito que algumas mudanças acontecerão, mas não posso afirmar nem quando nem como”, declara.
DIR
Se os cortes na CDHU estão em estudos, a tesoura de Serra já chegou de fato às DIRs (Direções Regionais de Saúde). Oito delas - Assis, Botucatu, São José dos Campos, Franco da Rocha, Grande ABC, Mogi das Cruzes e Osasco - foram extintas.
A população de Franca, porém, pode ficar tranqüila. O secretário estadual da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, declarou que a regional da cidade não será afetada.
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