“A Santa Casa está para fechar as portas. Do jeito que está, não pode continuar. O auxílio do Estado pode ser uma solução. Quem vai pagar não importa, o que importa é que haja dinheiro”. A frase é do promotor de Justiça e curador da Santa Casa de Franca, Décio Piola, mas poderia, sem problema algum, ser creditada ao superintendente Fernando Bueno. O promotor disse que o déficit do hospital com as verbas do SUS hoje é inadministrável.
Uma das condições do Estado para sanar as contas da Santa Casa com recursos próprios passa pela contribuição de prefeitos de cidades da região que tenham pacientes atendidos pelo hospital. Em declaração ao Comércio, publicada na última quinta-feira, o secretário estadual de Saúde, Luiz Roberto Barradas, reafirmou essa exigência. “Se quem já ajuda deixar de colaborar, os recursos do Estado não serão suficientes”, disse Barradas.
Piola, um dos principais defensores da colaboração das prefeituras, aprova a proposta. O promotor espera ainda que a ação do Estado sensibilize aqueles prefeitos que ainda não querem colaborar com a Santa Casa de Franca. Para ele, a iniciativa da Secretaria Estadual de Saúde faz desmoronar a alegação de alguns prefeitos que afirmam que o problema do hospital não é a defasagem das verbas do SUS, mas apenas má administração. “O Estado vai consultar os números como todo prefeito pode fazer”, disse Décio Piola, em referência à análise das contas que a Secretaria Estadual já está fazendo. “Muitas vezes, as pessoas lançam dúvidas sobre a forma como o hospital tem sido conduzido, mas isso não faz nenhum sentido. Basta pôr as contas no papel”, completou.
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