A importação de animais exóticos foi proibida pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em 1995. Em Franca, nenhum estabelecimento é credenciado pelo instituto para comercializar animais silvestres. Desde a proibição, o comércio dos animais é feito clandestinamente por meio de contatos telefônicos e recentemente, pela internet.
A chefe do escritório regional do Ibama, Eliana Velocci Ramia, afirmou que os criadouros legalizados devem vender os animais com nota fiscal e microchip. "Quem for flagrado comercializando animais silvestres da fauna brasileira de maneira clandestina é multado imediatamente. O valor da multa varia de R$ 500 a R$ 35 mil, dependendo da espécie do animal".
Além da multa, o proprietário é processado por posse ilegal na Justiça Federal. O comerciante Marcelo, mesmo sabendo dos riscos, vende animais exóticos e silvestres. "Só vendemos para pessoas conhecidas, então, não há o risco de denúncia", acredita.
O contato com os clientes é feito por e-mail ou através de um programa de troca de mensagens instantâneas. Há três anos, ele teve sua residência visitada pelos fiscais do Ibama, mas conseguiu retirar os animais antes que a equipe chegasse. "Quando eles entraram, só tinha uma jibóia que estava doente e, mesmo assim, não a levaram".
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