O Carnaval finalmente chegou. A ferveção começa, muita descontração, paquera, surgem novas amizades e os relacionamentos apimentados também. Olhos nos olhos, beijo na boca, muitos amassos e por aí vai... Mas, junto com toda essa animação, aumentam os riscos de contaminação com as DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis). Apesar das campanhas de conscientização, principalmente nessa época em que o contato com pessoas diferentes gera novas relações sexuais, muitos jovens acabam, por descuido ou até mesmo irresponsabilidade, deixando de se prevenir e conseqüentemente são contaminados por essas doenças.
Entre elas as mais conhecidas são a sífilis, gonorréia, HPV, Aids, hepatite, clamídia e a herpes genital. A maioria delas, se diagnosticadas precocemente, pode ser tratada. Outras, como a hepatite, por exemplo, podem provocar seqüelas graves. Com transmissão por contato sexual, ela leva ao surgimento da cirrose. Alguns tipos de HPV podem provocar desenvolvimento de câncer de colo de útero e a sífilis materna pode levar à má-formação e até ao óbito do feto. Já a Aids, considerada a pior de todas, pode levar à morte do infectado.
Segundo o médico ginecologista Cleomar Borges de Oliveira, para evitar esses males a melhor maneira continua sendo o uso contínuo do preservativo. “Os pais, a escola e a mídia têm papel importantíssimo na parte de orientação e prevenção das DSTs, mas a camisinha, além de evitar uma gravidez indesejada, elimina a chance de contágio”, diz (confira ao lado uma entrevista com o ginecologista). A turma de amigos Rafael Dias, Milena Neves Rodrigues dos Santos, Mariana Santini, Karla Fagione Alves, Mariana de Melo Alves e Sandro Dias, que trabalham juntos no Franca Shopping, também alertam sobre a importância de usar preservativos não só durante o Carnaval, mas em todas as ocasiões. “Não há como se defender dessas doenças se não nos prevenirmos com a camisinha. E não é só nessas épocas de muito agito, o certo é em qualquer situação”, diz a vendedora Karla em nome de todo o grupo. “Portanto, divirta-se, mas com responsabilidade”, completa.
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