Originária do interior da Austrália, a calopsita é um psitacídeo da família das Cacatuas. Seus ‘parentes’ são os papagaios, araras e periquitos. Apesar do parentesco, ela se diferencia das outras aves pela boa convivência que tem com o ser humano e com os indivíduos da mesma espécie. “Por ser gregário (animais que vivem em grandes grupos quando estão na natureza), ela é extremamente dócil e sociável”, disse Tadeu Artur de Melo Júnior, mestre em Biologia e professor da Unifran.
A calopsita, quando adulta, chega a medir cerca de 30 centímetros. No Brasil passou a ser considerada uma ave doméstica. É comercializada em pet shops, com autorização do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente). “Desde que bem tratada no ambiente doméstico, não há restrição para a sua criação”, disse o agente fiscal do Ibama de Ribeirão Preto, Maurício Cardoso.
Para o professor Tadeu Melo, as chances da calopsita da pequena Mariane estar em outra casa são grandes. “Ela deve ter voado e não conseguiu voltar. Por ser uma ave mansa provavelmente parou em outra residência ou mesmo em uma praça à procura de pessoas para se associar devido ao vínculo que tem com o ser humano”.
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