Não houve avanço nas negociações entre o Sindicato dos Sapateiros e os empresários calçadistas. O encontro realizado na manhã de quinta-feira não deu em nada. Os patrões mantiveram a proposta de reajuste em 1% - índice rejeitado na semana passada pelos trabalhadores. "Mais uma vez, nós não quisemos nem discutir", disse Paulo Afonso Ribeiro.
Com o feriado de Carnaval, os sindicatos (patrões e empregados) darão uma pausa nas negociações. Novas rodadas só voltam a acontecer nos dias 28 de fevereiro e 2 de março.
Para estas etapas, Paulo Afonso acredita em avanços nas negociações. "Os patrões dizem que querem fechar acordo, mas não ofereceram um índice que dê para discutir. Vamos esperar".
Jorge Donadelli, presidente do Sindicato da Indústria (Sindifranca), disse que dificilmente os empresários apresentarão um índice maior. "Acredito que haverá evolução nas negociações sim, mas não vamos oferecer o que não temos. Estamos vivendo uma crise e já provamos isso em números para os sapateiros".
Donadelli ressaltou que há respeito e boa vontade em negociar com a categoria. "Vamos tentar mostrar para os trabalhadores que não estamos com fantasias e que precisamos de compreensão".
O Sindicato dos Sapateiros já pediu ao Tribunal de Justiça do Trabalho a prorrogação das negociações da categoria, cuja data-base é 1º de fevereiro. "Ainda não tivemos uma resposta, mas geralmente conseguimos uma prorrogação de trinta dias nas discussões", disse Paulo Afonso. Após esse prazo, se não houver um acordo, os sapateiros podem iniciar greve.
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