Intervenção está nas mãos de Sidnei


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Marcelo de Paula Lima e Fernando Bueno durante entrevista coletiva concedida ontem:
Marcelo de Paula Lima e Fernando Bueno durante entrevista coletiva concedida ontem:
A intervenção do governo do Estado na Santa Casa de Franca está nas mãos do prefeito Sidnei Rocha (PSDB). Em entrevista coletiva concedida ontem, o superintendente do hospital, Fernando Bueno, e o diretor clínico, Marcelo de Paula Lima, confirmaram que a Santa Casa vai aderir ao programa de auxílio financeiro proposto e já apresentou todos os dados pedidos pelo secretário estadual de Saúde, Luiz Roberto Barradas, como condição para a ajuda. Com isso, resta saber se Franca abrirá mão da gestão do hospital. O Comércio noticiou ontem, com exclusividade, que o objetivo do Estado é administrar, a partir de março, todos os serviços do hospital e sanar o déficit mensal, hoje de R$ 842 mil, com recursos estaduais. Essa gestão do Estado no hospital passaria fundamentalmente pela administração das vagas disponíveis para o SUS. Antes de desembolsar verbas, o Estado quer analisar as contas da Santa Casa e recomendar cortes de gastos. Para que as pretensões se concretizem, é necessário que um contrato passando a gestão do hospital do município para o Estado seja assinado. E é aí que o assunto pode esbarrar. Convidado a participar da primeira reunião de negociações sobre o assunto, na quarta-feira, Sidnei não foi a São Paulo. Em seu lugar, enviou o secretário municipal de Saúde, Alexandre Ferreira, que ficou de "estudar" a proposta e dar uma resposta na quarta-feira. Uma reunião realizada ontem definiu que ninguém na Prefeitura comentaria o assunto. Sem sucesso, o Comércio tentou falar com o secretário e com o prefeito, mas não conseguiu. A assessoria da Prefeitura informou que uma posição oficial só deve sair após uma definição mais concreta da proposta do governo estadual. FECHADO Bueno e Lima disseram ontem que a iniciativa do Estado é bem-vinda pela Santa Casa. Ambos esclareceram os critérios usados para o auxílio financeiro, os mesmo que serão estendidos a cem hospitais filantrópicos em todo o Estado de São Paulo até o fim de 2007. Segundo o superintendente da Santa Casa, o hospital já forneceu os documentos pedidos pela Secretaria Estadual de Saúde. "Questionaram se podíamos apresentar alguns dados, que já estavam em nossas mãos", disse. Já Bueno acredita que as verbas vão sanar o problema financeiro da instituição. "De onde vem o dinheiro não importa. O que queremos é resolver o problema da defasagem do SUS". A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde e o próprio Bueno confirmaram que o auxílio financeiro pode ser suspenso assim que a tabela do SUS seja reajustada, de modo a permitir que o hospital sobreviva sem verbas do Estado.

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