O tamanho da ajuda financeira do governo do Estado à Santa Casa de Franca dependerá do preenchimento de alguns critérios técnicos. O diretor clínico do hospital, Marcelo de Paula Lima, disse ontem que a instituição cumpre com praticamente todos os pré-requisitos. "Vamos conquistar algo próximo de 100% dos recursos que estiverem disponíveis".
A distribuição das verbas, que segundo a Santa Casa e a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde ainda não tem valor definido, será dividido em quatro partes. Um quarto do dinheiro será divido de maneira igualitária entre todas as instituições credenciadas. Outros 25% serão distribuídos de acordo com metas de qualidade, que podem envolver desde índices de infecção hospitalar até o tempo médico de internação do paciente.
Outro um quarto será repartido de acordo com critério de gestão do hospital, que tem vínculo com treinamento de funcionários, grupos de estudos para resolução de falhas, faturamento em dia, entre outras coisas, enquanto o último quinhão dependerá do cumprimento de critério de produtividade do hospital, ou seja, uma relação direta dos recursos investidos e número de atendimentos.
Esses mesmos critérios serão aplicados, inicialmente, a 21 hospitais, dos quais a Santa Casa de Franca e o Hospital do Câncer de Barretos serão os pioneiros. Até o fim do ano, a meta do Estado é estender o programa de auxílio financeiro a cerca de cem hospitais.
Para ter direito à ajuda, a instituição precisa comprovar seu perfil regional, atestando que pelo menos 15% de seus pacientes não residem no município onde ela se localiza. No caso da Santa Casa, 30% dos atendimentos são feitos a pessoas de fora de Franca. Além disso é preciso que a instituição tenha pelo menos 30 leitos disponíveis - hoje a Santa Casa de Franca tem 306 leitos, 228 dedicados exclusivamente ao SUS (Sistema Único de Saúde). Hospitais psiquiátricos e sob intervenção judicial não podem pleitear o auxílio.
Os critérios do Estado agradaram ao superintendente da Santa Casa, Fernando Bueno. Ele disse ontem que já vinha "fazendo a lição de casa" há pelo menos dois anos e isso facilitará o processo de adesão do hospital. Marcelo de Paula Lima é ainda mais otimista. "Estamos em condições de cumprir com todas as condições".
Nem mesmo o corte de despesas previsto pelo Estado assusta o diretor clínico. "Mostraremos os números. Se eles identificarem onde cortar, estamos dispostos a seguir a orientação", disse.
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