O quarto de Elisângela


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Elisângela Custódio e três de seus seis filhos, no local onde era o quarto das crianças: doméstica pede ajuda para comprar materiais de construção
Elisângela Custódio e três de seus seis filhos, no local onde era o quarto das crianças: doméstica pede ajuda para comprar materiais de construção
Um imóvel de dois cômodos, sem forro, sem porta e com janela quebrada. A energia está cortada e as torneiras podem ficar secas a qualquer momento por falta de pagamento da conta de água. Esse é o cenário em que a doméstica Elisângela de Oliveira Custódio, 34, vive com seus seis filhos (entre sete e 17 anos) na Rua Fiori Dermínio, no Jardim Aeroporto. Para sustentar a família, ela conta com apenas R$ 335 mensais, frutos de dois empregos e do benefício do Bolsa-Família. Em outubro do ano passado, depois de um dia de fortes chuvas, Elisângela chegou do trabalho e se deparou com as paredes do imóvel destruídas. “Foi um momento muito triste quando vi que tinha perdido guarda-roupa, camas e colchões. Ficamos até sem banheiro”. Agora, eles vivem em dois pequenos e simples cômodos, um quarto e uma cozinha - antes do temporal, a casa tinha dois quartos, uma cozinha e um banheiro. As roupas de todos os ocupantes da casa cabem em um guarda-roupa de duas portas. Na cozinha, também não há muita coisa. Um fogão, um sofá velho e um armário, só. Onde havia um quarto, só restou uma parede e o vão da janela. “Estamos passando por momentos muito difíceis. Dois de meus filhos têm que dormir na cozinha, porque não cabem no quarto”, relata. O CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) ajudou a família a construir um novo banheiro, doando peças e alguns materiais de construção. O único dinheiro que a família conta são os R$ 335 que Elisângela recebe pelas faxinas (R$ 120), costurando sapatos (R$ 120) e do Bolsa-Família (R$ 95). “Quando meu filho mais velho trabalha de servente de pedreiro, as coisas melhoram um pouco, mas, neste momento ele está desempregado”, disse Elisângela. Para não ficar sem os alimentos básicos, as contas ficam para depois. “Vão cortar minha água a qualquer momento pois tenho quatro talões atrasados”. A família não paga aluguel porque o pai de Elisângela emprestou a casa. No momento, o maior sonho dela é refazer o quarto que foi destruído pelas chuvas e dar uma vida melhor para os filhos. “Eles pedem brinquedos, pedem comida diferente, mas só posso dar o básico na alimentação. Já o brinquedo, nem pensar”. Sensibilizado com a situação da família, o patrão de Elisângela fez o orçamento para tentar levantar o quarto e o banheiro, mas sozinho também não terá condições de fazer. “Fiz uma lista de materiais necessários e, se alguém quiser colaborar, seria muito bem vindo”, disse ele. Mão-de-obra Elisângela já tem. “Meus filhos (de 17 e 16 anos) podem ajudar meu tio, que é pedreiro e também quer me colaborar”. Quem quiser contribuir com materiais de construção e alimentos, Elisângela mora com os seis filhos na Rua Fiori Dermínio, 969, Jardim Aeroporto III.

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