Levantar dinheiro para um líder do PCC (Primeiro Comando da Capital) que estaria preso em uma penitenciária no Interior do Estado. Essa é, segundo a polícia, a principal suspeita para justificar o assalto ao supermercado Savegnago, acontecido na quarta-feira à noite, que deixou três bandidos feridos e colocou em risco a vida de 25 pessoas.
Os autores do crime são acusados, ainda, de pertencerem a uma grande quadrilha de assaltantes baseada na região leste da cidade que teria cometido, segundo a DIG (Delegacia de Investigações Gerais), pelo menos outros cinco roubos em Franca nos últimos dias.
“Segundo informações obtidas, os criminosos estariam juntando dinheiro até mesmo para pagar advogados de comparsas que se encontram presos. A ligação com o crime organizado é uma suspeita importante e que não pode ser descartada”, diz o delegado Wanir José da Silveira Júnior.
Segundo o policial, o bando é formado por vários assaltantes e usa a mata situada nos fundos dos Jardins Paulistano e Panorama como base. “A quadrilha tem um número considerável de integrantes. Continuamos com as investigações, mas temos pelo menos cinco casos concretos de assaltos cometidos por eles na cidade. Já havíamos conseguido a prisão temporária de parte da quadrilha, mas eles sempre mudavam de endereço e não eram encontrados”, disse o delegado.
A equipe de investigadores foi reforçada para tentar esclarecer todos os crimes cometidos pelos autores e mandá-los para a cadeia. O delegado Wanir acredita, ainda, que os ladrões se locomoviam em motos e usavam revólveres e pistolas para atacar as vítimas. “Espero que o número de ocorrências possa cair, mas estamos conscientes de que essa não é a única quadrilha que age em Franca. Continuaremos trabalhando para identificar e prender os autores dos roubos que muito têm nos preocupado”.
BALEADOS
Atingido por três disparos no peito durante o confronto, Juliano Martins Nascimento, 23, permanece internado sob escolta policial na Santa Casa. Segundo informações do hospital, ele sofreu fratura exposta no braço direito e fratura na perna. Também foi baleado no pulmão e teve que fazer dreno, mas não corre risco de morte.
Já Dirceu Andrade Santos, 21, baleado nas pernas, foi levado para a cadeia após ser medicado. Luís Rafael Silva Aguiar, o terceiro meliante, entregou-se e não se feriu.
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