Para a pediatra Rita de Cássia Fuga Fontes, que acompanha o caso de Jheck Brenner, mantê-lo em casa sob os cuidados da mãe impede que tenha muitas complicações. No hospital, estaria mais exposto e sujeito a infecções hospitalares. "No período em que esteve internado, ele não teve muitas infecções, mas o risco sempre existe, pois está em contato com outros pacientes e pessoas. Seguramente, em casa, está mais preservado."
Rita Fontes disse que Jheck é "excelentemente bem cuidado" pela mãe e pela equipe de apoio. "Ele tem menos crises desde que foi para a residência da mãe e está bem, mas só o tempo dirá o que vai acontecer com ele", disse a médica.
A pediatra afirmou ainda que síndrome metabólica degenerativa continua evoluindo. "A doença é progressiva. Não existe tratamento para estancá-la. É uma evolução muito lenta, mas contínua."
A progressão natural da doença justifica as crises convulsivas que a criança tem. "Elas podem ficar mais espaçadas, mas não vão sumir." Como as crises, infecções pulmonares também são esperadas. "O Jheck não tem reflexo de tosse e retém muitas secreções, o que costuma provocar infecções. As aspirações e fisioterapia pulmonar minimizam os riscos de pneumonia. Mas precisa ficar claro que tudo o que fizermos não estaciona a doença, apenas minimiza as complicações naturais decorrentes dela."
A pediatra visitou o garoto na UTI ontem e disse que, aparentemente, a infecção é leve.
ELE REAGE?
Consultada sobre a afirmação de Rosemara de que Jheck está mais atento, a médica disse que a convivência constante pode provocar maior interação entre mãe e filho. "Não notamos interação dele com outras pessoas. Mas, como passa 24 horas ao lado da mãe, é possível haver essa troca entre eles."
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