‘Nunca senti tanto medo na vida’, diz funcionária


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O clima era de terror. Cerca de 25 pessoas, entre funcionários e clientes, que estavam no interior do Supermercado Savegnago no momento do assalto, estavam desesperadas. Uma caixa, a primeira a ser ameaçada pelos marginais, chorava. “A gente está trabalhando honestamente e acontece isso. Tomara que morram mesmo esses vagabundos”, disse, referindo-se aos dois ladrões baleados. Outro funcionário disse que a violência empregada foi acima do normal e que, a todo momento, mesmo sem qualquer reação, principalmente dos seguranças, proferiam fortes ameaças. “Agrediram, xingaram, humilharam e ameaçaram a todo instante. Foi uma atitude covarde, até mesmo para bandidos”, disse o rapaz, chorando sem parar. Até mesmo um policial, que chegou depois ao local, disse ter ficado assustado com o cenário encontrado. “Todo mundo estava desesperado com tanta covardia. Até mesmo para o elemento ser bandido precisa ter um pouco de dignidade. São piores que ladrões. São ladrões covardes”, disse. O pastor Alexandre Rodrigues, 35, havia ido comprar chocolates para o filho e foi um dos primeiros a perceber o assalto. “Foi muito rápido. Escutei gritos e olhei para ver o que era. Foi quando vi três homens armados. Corri para o fundo na hora para me esconder. Depois, ouvimos vários tiros. Todos se jogavam no chão e choravam. Foi um pesadelo”, disse. “Felizmente, a polícia trabalhou bem. O sargento Della Motta agradeceu ao pastor e fez questão de deixar um recado aos marginais. “A população conta com a polícia. Vamos reagir com rigor sempre que for preciso em favor das pessoas de bem”.

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