‘Soldado foi arrogante e ríspido’, diz fotógrafo


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Divaldo Moreira trabalha como fotógrafo há dez anos. Desde 2005, integra a equipe do Comércio da Franca. Profissional respeitado, já teve imagens publicadas em jornais de circulação nacional, como a Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde e Correio Brasiliense. Na manhã de ontem, foi escalado para registrar o desentendimento entre fiscais da Prefeitura e um ambulantes no Centro. Não teve tempo sequer de concluir a pauta. Acompanhado pelo repórter Gabriel Cicciliani, disparou a máquina apenas duas vezes. Foi o que bastou para provocar a ira do policial. “Avistei o PM conversando com um grupo de pessoais, que pensei serem fiscais. Me aproximei e fiz as fotos. Imediatamente, ele apontou o dedo em minha direção e começou a gritar comigo”, disse o fotógrafo. Segundo Divaldo, o soldado disse que não havia autorizado as fotos e mandou que as imagens fossem apagadas. “Respondi que não poderia atender o pedido e ressaltei que ele teria o direito de nos processar caso as imagens fossem publicadas”. Diante da negativa, o policial pediu que o fotógrafo apresentasse seus documentos pessoais e informou que o mesmo deveria acompanhá-lo até a delegacia. “Concordei e disse que iria a pé, mas ele determinou que eu fosse na viatura. Foi arrogante e ríspido. Acho que faltou bom senso”. Para o jornalista Corrêa Neves Júnior, diretor-responsável do Comércio, o fotógrafo agiu corretamente. “Não invadimos a privacidade de ninguém. Não dependemos de autorização de funcionário público para fazer imagens. O dever da imprensa é registrar os fatos. Não aceito intimidações contra nossos profissionais”.

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