‘Vamos apurar se houve abuso’, afirma capitão da PM


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O capitão Roberto Carlos Bispo Severo, comandante da Primeira Companhia da PM, foi o oficial escalado para acompanhar a ocorrência envolvendo o soldado Fernandes e o fotógrafo Divaldo Moreira. Ele confirmou a abertura de um procedimento interno para apurar a conduta do policial e defendeu a liberdade de imprensa. Saiba o que a PM tem a dizer sobre o caso. Comércio - Qual a versão oficial apresentada pelo soldado? Capitão Severo - A viatura dele foi até o Centro apoiar os guardas municipais em uma ação envolvendo camelôs. Foi quando o fotógrafo chegou e tentou registrar esse fato. O policial se encontrava do outro lado da rua e conversou com ele, questionando-o a respeito das fotos que foram tiradas. Chegaram a conclusão que, se houvesse algum prejuízo para o policial, que ele entrasse com uma ação na Justiça. Na seqüência, ambos se dirigiram para o primeiro DP e registraram um BO de preservação de direitos. Comércio - O soldado deteve o fotógrafo? Como foi a condução até a delegacia? Capitão Severo - Segundo a própria advogada do repórter e alguns policiais civis e militares, ele foi convidado e entrou de livre e espontânea vontade na viatura. Não haveria necessidade da presença, mas ele veio para esclarecer melhores os fatos. Comércio - O soldado agiu corretamente? Capitão Severo - Vamos instaurar um procedimento administrativo apuratório para checar se houve abuso, exagero. Como comandante do policial, pretendo ouvi-lo, e também ao repórter, para apurar a versão dos fatos. A partir desse procedimento, chegaremos a uma conclusão e aplicaremos as medidas que o caso requer. Os desdobramentos vão desde advertência até o cerceamento de liberdade por alguns dias. Comércio - O soldado é um servidor público. Os fatos aconteceram em uma área pública. Ele não cometeu excessos ao tentar impedir o fotógrafo de fazer imagens? Capitão Severo - O policial militar exerce uma função pública, está investido de um cargo público e estava em um local público, como você mesmo disse, e estava em serviço. O repórter tem por dever de ofício registrar o fato para poder noticiar e levar ao conhecimento da população. Porém, o que houve nesse meio tempo é o que vamos apurar e verificar. Quanto à publicidade, a imprensa tem o direito e o dever de divulgar os fatos que ocorrem na sua cidade. Temos um bom relacionamento com a imprensa. O que aconteceu foi um fato isolado.

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