Região gasta R$ 200 mil mensais com remédios


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As prefeituras recebem, em média, 41 itens de medicamentos do governo estadual e precisam comprar quase que a mesma quantidade para atender toda a população que, independentemente da renda, retira o remédio nos postos de sa&uac
As prefeituras recebem, em média, 41 itens de medicamentos do governo estadual e precisam comprar quase que a mesma quantidade para atender toda a população que, independentemente da renda, retira o remédio nos postos de sa&uac
Duzentos mil reais. Essa é a quantia média que as cidades da região têm que desembolsar mensalmente para a compra de medicamentos distribuídos gratuitamente à população. Os remédios repassados pelo programa Dose Certa, do governo do Estado, não são suficientes para atender à demanda desses municípios. Sem alternativas, as prefeituras acabam assumindo essa despesa. O maior investimento é da Prefeitura de Batatais, que desembolsa R$ 83 mil por mês em remédios. Entre os medicamentos mais procurados, destacam-se os para tratamento de hipertensão, diabetes, bronquite, depressão e antibióticos em geral. E esses remédios são distribuídos indistintamente para todos, independentemente de classe social. A vizinha cidade de Pedregulho passará a gastar cerca de R$ 75 mil mensais em medicamentos a partir de março. “Nós recebemos apenas 42 tipos de remédios do ‘Dose Certa’. A administração abriu processo de licitação e escolheu três empresas que fornecerão, aproximadamente, 150 novos tipos a partir do próximo mês”, disse a farmacêutica Karina Aguilar. A Secretaria de Saúde de Itirapuã recebe, a cada três meses, 15 mil medicamentos (entre 30 itens) e precisa comprar mais 50 mil unidades no mesmo período, ao custo de R$ 15 mil. “O gasto é muito alto, mas a prefeitura não deixa ninguém sem remédio. Não importa a renda da pessoa”, disse o secretário de Saúde, Daniel Faria. A despesa em Rifaina também é alta. O responsável pela farmácia popular, Tertulino Pereira Araújo, disse que 70% dos remédios distribuídos na cidade são custeados pela Prefeitura. “Ninguém fica sem medicamentos em nossa cidade”, ressalta Araújo. Só de comprimidos para hipertensão são fornecidos mensalmente 8 mil unidades. A prefeitura do município investe R$ 6,5 mil mensais. Jeriquara vem logo atrás, com um gasto mensal de R$ 4 mil para complementar o programa. Uma das possíveis explicações para o elevado custo é o fato de moradores de outras cidades também poderem retirar remédios no Posto de Saúde do município. Em Batatais, o problema se repete. “Por mês, os médicos da cidade passam entre 10 mil e 13 mil receitas. Os medicamentos só são repassados mediante apresentação de receita”, disse a secretária de Saúde, Luciana Nazar Maluf. Os medicamentos mais procurados na cidade são antiinflamatórios, antibióticos, remédios para controle da hipertensão e diuréticos (coadjuvantes no tratamento da hipertensão arterial). O secretário de Saúde de Franca, Alexandre Ferreira, único responsável para falar sobre os números e valores dos remédios comprados pela cidade, está viajando e seu telefone celular permaneceu desligado durante todo o dia de ontem. DOSE CERTA O programa Dose Certa foi criado pelo governo do Estado de São Paulo em 1995, com a distribuição de 41 tipos de medicamentos básicos para todos os municípios. Os remédios são indicados para doenças como hipertensão, diabetes, infecção de doenças respiratórias, desidratação, coração, entre outras. Em 1999, o governo federal aderiu ao programa e passou a destinar R$ 1 por habitante/ano. Mesmo assim, as prefeituras precisam complementar com a compra de remédios. Colaboraram Melissa Toledo e Alex Arcanjoleto

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