Funcionários da Prefeitura retornaram à Rua Macapá, no Jardim Brasilândia, ontem. Acionados pelo Cras (Centro de Referência e Assistência Social) da região leste, foram incumbidos de promover uma faxina no imóvel número 871. Na casa, uma senhora de 62 anos acumulou, durante um ano, montanhas de lixo que recolhia pelas ruas. A limpeza começou na tarde de terça-feira.
Até ontem, foram removidas mais de 7,5 toneladas para o Aterro da Fazenda Nova Jersey. E não acabou.
A parte retirada ficava no quintal. A residência, de cinco cômodos, está tomada por materiais velhos até a metade das paredes. “Tivemos de interromper os trabalhos porque não temos autorização para entrar na casa”, disse Dilu Jacinto, diretora de limpeza e paisagismo da Secretaria de Obras. O neto da senhora, Alisson Teodoro, 19, e uma vizinha estão tirando os lixos de dentro do imóvel e depositando na entrada da casa para a Prefeitura poder levá-los. “Acredito que vamos levar mais uma semana para arrancar tudo. Tem muita coisa”, disse Alisson.
O neto aproveita enquanto a senhora trabalha para remover o lixo. Há suspeitas de que ela seja portadora da Síndrome de Diógenes, que faz a pessoa acumular grandes quantidades de sujeira. Exames médicos ainda não foram feitos para confirmar a doença. “Ela tem sentimento pelo lixo. Temos de ter muito cuidado, porque ela sofre ao ver que está sendo tudo tirado dela. Ontem (terça-feira), ela ficou um pouco assustada quando chegou em casa e parte das coisas tinha sido levada. Mas aí passeamos com ela para distrair.”
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.