André recebe fígado, mas não resiste


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O jovem André Rossi, 17, de Ribeirão Preto, não resistiu à hepatite fulminante e morreu. O rapaz foi internado no Hospital das Clínicas daquela cidade em 24 de janeiro e precisava de um transplante de fígado com urgência. A pedido de amigos da família, o Comércio publicou reportagem no dia 31 de janeiro para pedir doação do órgão. O paciente chegou a ser transplantado, mas seu fígado já estava muito comprometido e ele acabou falecendo no dia 2 de fevereiro, mesmo após receber novo órgão. André ficou em coma por vários dias. Como o caso era grave - 90% do fígado dele já estava afetado pela doença -, a indicação de transplante foi feita logo no começo pelos médicos. A Secretaria de Saúde foi comunicada da urgência e o paciente teve prioridade na lista de espera. A primeira oportunidade de transplantá-lo foi descartada, pois o órgão era de doador com cirrose; o segundo também era inapropriado. Quando surgiu a terceira doação, já era tarde. A cirurgia chegou a ser realizada, mas o jovem não resistiu. “Quando foi feito o transplante, o fígado de André já estava muito comprometido. A insuficiência hepática que ele teve evoluiu muito rapidamente”, disse o cirurgião Orlando Castro e Silva Júnior, que coordena o departamento de transplante do HC.

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