Tão logo assumiu a presidência da Santa Casa, José Cândido Chimionato prometeu um novo tipo de gestão na fundação, mais linha-dura em relação ao seu antecessor, Onofre Trajano.
Reafirmou que seu principal objetivo é zerar o déficit e a dívida, hoje em R$ 22,5 milhões, a qualquer custo.
Comércio - Como será sua gestão?
Chimionato - Será de muito trabalho, a exemplo do que fez Onofre. Mas também será de muita firmeza. Farei tudo o que for necessário para zerar o déficit da Santa Casa. Não tem condições de uma entidade operar com um rombo de R$ 800 mil mensais no orçamento. Isso acabará.
Comércio - A dívida é administrável?
Chimionato - Não vamos ficar pagando uma conta que não é nossa. Acho que passou da hora de buscarmos recursos para melhorar o atendimento, os equipamentos e também de praticar a filantropia, que é a função principal da Santa Casa. Nosso objetivo é, sim, zerar esse déficit monstruoso.
Comércio - Os cortes nos atendimentos às cidades que não repassarem recursos à Santa Casa, tão prometidos por Onofre Trajano, serão mantidos?
Chimionato - Estamos aqui para atender e não vamos fugir disso. Agora, quem quiser atendimento terá de pagar pelo preço justo, pelo valor que ele vale. Se isso não acontecer, manteremos a posição do Onofre sim, inclusive, por determinação e com apoio do Ministério Público.
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