Cemitérios da região estão lotados


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Último ocupante do Cemitério da Saudade de Batatais chegou em outubro de 2005; no local está sendo construído um ossário
Último ocupante do Cemitério da Saudade de Batatais chegou em outubro de 2005; no local está sendo construído um ossário
A falta de espaço para enterrar os mortos tem se tornado um grande problema para algumas cidades da região. Depois de anos sem ampliação, os cemitérios estão no limite. A situação mais grave acontece em Batatais. Na cidade, existem dois cemitérios. Em um deles, não há sepultamentos desde outubro de 2005. No outro, uma ampliação emergencial garantiu mais 96 vagas. Agora a prefeitura estuda a criação de um ossário para desocupar as covas. A situação em São José da Bela Vista também é preocupante. O único cemitério da cidade, dentro dos próximos três anos, terá sua capacidade esgotada. "Ele está chegando ao limite e, se não fizermos nada, ficaremos sem lugar para sepultamentos", disse o registrador de óbitos, Ronaldo Luís Antônio Berteli. Por enquanto, estão sendo construídas covas com gavetas sobrepostas. Os ossos daqueles que não têm parentes no município são retirados das covas para abrir espaço. Não há planos de expansão. Pedregulho também vive o drama de não ter onde enterrar seus mortos. O atual cemitério está com todas as suas vagas lotadas. Para solucionar o problema, a prefeitura comprou uma área de 8.340 metros quadrados onde serão criados 756 lotes. Na última semana, o município conseguiu a licença de operação fornecida pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental). "Estamos nos preparando para inaugurar a segunda ala do Cemitério Municipal. Foram dois anos para tirar o projeto do papel", disse o engenheiro municipal Nelson Quintão Barbosa. A prefeitura de Rifaina encontrou outra solução para o problema da falta de espaço. O secretário de administração, Antônio Carlos Gonçalves, disse que são reaproveitadas as covas com mais de 30 anos. "Como só tem pó, então dá para usar novamente sem problemas", afirmou. Quando há necessidade de desocupar uma cova mais recentemente é feita a retirada dos ossos, que são depositados em um ossário. Nesse sistema, Gonçalves acredita que a capacidade do cemitério local deve ser de 20 anos. SEM PROBLEMAS Os cemitérios de Restinga e Ribeirão Corrente passaram por ampliações há alguns anos e não enfrentam problemas por falta de espaço. Em Restinga, é possível abrir mais 80 covas. A previsão é de que o Cemitério São Miguel Arcanjo, de Itirapuã, só volte a ser ampliado dentro de 50 anos. O terreno tem espaço para cinco mil covas.

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