O Cemitério da Saudade, em Batatais, deverá ganhar um ossário até o início do mês de março. No local, desde outubro de 2005 não há mais espaço para novas sepulturas. Com a obra, pelo menos 175 covas deverão ser desocupadas, amenizando o problema de falta de espaço para enterrar os mortos na cidade.
Há mais de um ano, as pessoas que morrem e necessitam de novas sepulturas em Batatais são enterradas no Cemitério Bom Jesus, também de propriedade pública e superlotado. A prefeitura retirou algumas árvores no local e foi possível a construção de 96 novos túmulos. Porém, a solução provisória está perto do fim.
Sem a possibilidade de haver outras ampliações, a construção do ossário é uma medida emergencial para resolver o problema da falta de espaço nos dois cemitérios da cidade. O projeto partiu de uma indicação apresentada no ano passado pelo vereador Ricardo da Fonseca Corrêa (PT), atual presidente da Câmara.
No novo compartimento, serão depositados os ossos de corpos enterrados há mais de três anos (tempo mínimo previsto em lei para que se possa remover uma ossada) na quadra do Cemitério da Saudade destinada ao enterro de indigentes ou pessoas sem recursos financeiros suficientes para arcar com um terreno comum. Assim, serão desocupadas 175 sepulturas desta quadra do cemitério, que possui área total de 35 mil metros quadrados, onde estão enterradas mais de 17 mil pessoas.
De acordo com o administrador dos cemitérios, Rinaldo Aparecido Silva, morre em Batatais uma média de 40 pessoas ao mês, sendo que a maioria delas já possui um jazigo pertencente à família, não necessitando, portanto, de nova sepultura.
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