Um caro companheiro


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Boxers da cor caramelo custam a partir de R$ 250
Boxers da cor caramelo custam a partir de R$ 250
Para muita gente, pagar R$ 1.500 por um cachorro (sem contar os gastos com vacina, ração e banho durante os cerca de 12 anos de vida do animal) pode parecer loucura, mas, para os apaixonados pelo bichinho de estimação, o valor acaba se tornando um grande investimento. Chegar em casa estressado e encontrar o cachorrinho eufórico, abanando o rabo e sempre pronto a recepcionar o dono é uma alegria, além de tê-lo para guardar a casa e fazer companhia aos moradores. Em Franca, essas são as principais razões que movimentam o mercado de cães. Criadores estimam que sejam comercializadas 20 raças na cidade. Os futuros donos não encontram apenas variedade de raças, mas de preços. dachshunds (parecidos com basset) custam R$ 100 e um maltês ou pug podem chegar aos R$ 1.500. "São raças de luxo", disse Ana Cláudia de Oliveira, que comercializa cachorros há três anos. Ela cria onze raças (yorkshire, boxer, pinscher, maltês...) e está satisfeita com os negócios. "Sempre vendeu bem. A procura só está crescendo. Os animais são companhia para quem mora sozinho e mesmo famílias. Já tive clientes que compraram um cãozinho para o filho que havia pedido um irmãozinho." Ana Cláudia chega a vender 24 filhotes em dois meses. Os poodles pequenos são os líderes de venda. Ao contrário do que muitos pensam, não soltam pêlos (quando caem, ficam presos ao corpo, nos pêlos crespos) e são dóceis. Os animais sem pedigree saem por R$ 300 as fêmeas e R$ 250 os machos. "Eles continuam sendo os preferidos, mas o mercado está se abrindo para o maltês e shih-tzu, cães de pêlo liso. É influência da mídia. Os clientes assistem nas novelas e acham lindos. São cachorros ideais para apartamentos, pois são calmos e comportados", disse ela. Mais baratos, os dachshunds também possuem boa saída. Os caramelos e pretos custam R$ 150, já os arlequins na cor chocolate, mais raros, são vendidos por R$ 400. A raça é considerada pelos criadores como mil e uma utilidades, pois os "salsichas" dão alarme quando encontram estranhos, adoram crianças e ficar no colo. Na hora de escolher a idade, a preferência dos clientes é por filhotes com 30, 60 dias. Há casos em que a venda é feita em sistema de reserva. "Os cachorros são vendidos antes mesmo de nascer, ainda na barriga da mãe", disse o criador Joel Rosa Júnior, que vende cães há 11 anos. Dependendo da raça, os criadores buscam os exemplares em canis de São Paulo. A criadora Ana Cláudia aproveita para dar uma dica aos que levarem um bebê para casa. Colocar uma garrafa pet com água quente ao lado dele para substituir a mãe e um bichinho de pelúcia no lugar dos irmãos ajuda a afastar a choradeira. [FOTO2] FELINOS Os gatos também têm espaço nos lares francanos. O mercado é reduzido, mas atrai interessados em ter os bichanos em casa. Jacira Goes, que cria e vende a raça persa, disse que cuidar de gatos é mais prático que dos cães. "Eles só fazem xixi e cocô na areia. A pessoa não terá de catar nem lavar cocôs pelo quintal. A areia sanitária é descartável e trocada periodicamente." O que não muda, como com qualquer animal de estimação, são os cuidados por toda a vida. Os gatos vivem até 16 anos e precisam ser vacinados, tomar banho, ter os pêlos escovados (dependendo da raça) e consumir ração especial. Os persas, em especial, precisam de ser alimentados com ração de boa qualidade para evitar problemas nos pêlos. Ele se lambem muito para se higienizarem e correm risco de se formarem bolas de pêlos no estômago, que em alguns casos dependem de cirurgias para serem retiradas. "Por serem importados, sofrem com o clima tropical. São animais peludos e, ao transpirar demais, costumam ter problemas com fungos na pele. Eles têm de ser muito bem cuidados", disse Jacira. Os persas são vendidos a partir de R$ 100, mas podem custar R$ 1.700, a depender da linhagem. Jacira vende por R$ 300 em média. A raça é indicada para apartamentos, pois os bichanos são quietos e apegados ao dono. "Eles não fogem."

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