PM proíbe radinhos e cria polêmica até na Câmara


| Tempo de leitura: 2 min
A imagem comum de ver o torcedor com seu rádio, ouvindo o jogo de futebol no estádio, pode ser abolida de Franca pela Polícia Militar. No empate entre Francana e Santacruzense, domingo, quem ousou entrar no Lanchão com o equipamento foi barrado na porta. “A informação que me deram é que estavam cumprindo a lei. Mas eu sempre fui em jogo e isso nunca aconteceu”, disse ontem o aposentado Odécio Teodoro Sampaio. Morador em Franca há 20 anos, ele disse sempre ter freqüentado o estádio com seu radinho. “Ele serve para ouvir a escalação do time, outros resultados. Está até surrado. É um absurdo isso”, disse indignado contra a nova determinação. Odécio explicou conhecer a realidade em outras cidades e não ter passado por problema semelhante. Ex-radialista e jornalista, trabalhou na rádio Progresso, de São Carlos, onde viajou por vários estádios do país, como Morumbi e Maracanã. No Lanchão, Odécio teve de deixar o radinho dentro do carro. A proibição dos rádios gerou polêmica ontem à tarde até no plenário da Câmara Municipal. O vereador Maurício Chinaglia (PSB) classificou a postura da Polícia Militar domingo na porta do Lanchão de muito rígida. “Havia vários aposentados, pessoas de bem no Lanchão. Causou constrangimento”, declarou na tribuna. A reportagem tentou falar com a Polícia Militar de Franca no final da tarde de ontem. Foi informada que deveria procurar o tenente Araújo, responsável pelo setor de fiscalização. Por volta das 17h30, o oficial já tinha terminado seu expediente no 15º Batalhão e não foi encontrado para comentar o caso. O policial que atendeu ao telefone informou apenas que há regulamentação legal para evitar a entrada nos estádios de objetos que possam ser usados como arma. O oficial citado teria participado de um curso tratando dos itens de segurança em partidas de futebol. No entanto, o policial não soube informar se na próxima partida da Francana no Lanchão, dia 25 de fevereiro, os torcedores poderão ou não levar seus radinhos.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários