Sabesp não abre o jogo e afirma que está ‘negociando’


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Em contraponto à alegria de Sidnei Rocha, os dirigentes da Sabesp e a secretária estadual de Saneamento e Energia, Dilma Pena, evitaram fazer “oba-oba” com o eventual fechamento de contrato com a Prefeitura. Oficialmente, disseram que estão “em fase de negociação”, mas pelo menos três integrantes do comando da empresa, que não quiseram ter seus nomes divulgados, reconheceram que o acordo está fechado. Dilma disse que o interesse do Estado é não só em relação às negociações financeiras, mas também com a população da cidade. “O pensamento principal é que os francanos continuem recebendo serviços de água e esgoto da melhor qualidade”, disse. Quanto aos R$ 30 milhões que serão repassados ao município, como contrapartida pela concessão dos serviços, a secretária generalizou. “Não conheço valores. Mas asseguro que todo reparo que tiver de ser feito no asfalto por causa da prestação de serviços será realizado”. Uma pessoa diretamente ligada a Dilma, porém, afirmou que as negociações necessárias já haviam acontecido, que as bases estão acertadas dentro do que Rocha falou e que, agora, só faltam os “trâmites burocráticos” para que tudo seja oficializado. O presidente da empresa, Gesner de Oliveira, também evitou abordar as cifras anunciadas por Rocha. “Por enquanto prefiro não falar em números, porque ainda estamos convergindo. O prefeito levantou preocupações legítimas. A população será ainda melhor atendida do que é hoje”, disse. Questionado se tais melhoras no atendimento estariam incluídas medidas contra a falta de água em situações de temporais, como aconteceu duas vezes na cidade nos últimos 23 dias, Oliveira foi evasivo. “O índice pluviométrico de Franca esse ano foi sem precedentes, o que gerou enchentes e o problema da parada no abastecimento. Já estamos preparados para evitar esse tipo de ocorrência”, disse, sem detalhar como.

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