Sidnei Rocha diz que ‘amoleceu’ após a falta d’água na cidade


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O prefeito Sidnei Rocha não escondia sua felicidade por ter confirmado que a Sabesp pagará os R$ 30 milhões pedidos para permanecer na cidade. Para ele, o município ganhará duas vezes: na qualidade dos serviços e na milionária contrapartida. “Foi uma negociação interessante para Franca. A capacidade da Sabesp não se discute, mas era necessário defender também o aspecto financeiro. E deu tudo certo”, disse. Rocha admitiu que não teria condições de assumir os serviços de saneamento e água na cidade. Segundo ele, caso houvesse um rompimento com a Sabesp, o único caminho seria procurar e contratar outra empresa. “Seria um transtorno, não tenho dúvidas. Nenhuma outra teria a estrutura da Sabesp. Confesso que, quando vi toda a situação ocasionada pelas chuvas, percebi que a empresa é muito importante para Franca”, disse. Sobre o aparente recuo, ao aceitar que R$ 10 milhões fossem pagos a longo prazo, Rocha disse que “amoleceu” nas negociações em prol da população. “Ainda não sei por quanto tempo vão querer parcelar. Vamos negociar. Agora, reconheço que me esforcei para concluir logo as negociações. Dei uma amolecida ao ver as pessoas sem água, com dificuldades”. Mas essa “amolecida” do prefeito pode ter, também, relação direta com os últimos acontecimentos causados pela chuva em Franca. No dia 20 de janeiro, a água do Rio Canoas invadiu a Estação de Captação da Sabesp e queimou quatro motores de sucção da água. A cidade ficou uma semana com o abastecimento afetado. No último dia 6, a água do mesmo rio chegou à Estação de Tratamento cheia de sujeira, principalmente barro, e o sistema teve se ser paralisado. Outros três dias com abastecimento irregular. Caso Rocha tivesse entrado na Justiça para retomar os serviços, conseqüentemente, os prejuízos com tais acontecimentos teriam de ser pagos com recursos da Prefeitura. A Sabesp não revela quanto gastou, mas nos bastidores fala-se em milhões de reais.

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