Interrupção de energia irrita os consumidores


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Edson Martins mostra o computador que foi danificado após uma das quedas de energia. Estudante espera ser ressarcido pela CPFL
Edson Martins mostra o computador que foi danificado após uma das quedas de energia. Estudante espera ser ressarcido pela CPFL
Quedas constantes de energia, especialmente nos finais de semana, têm sido alvo de reclamações de moradores dos bairros Jardim Francano, Aeroporto e adjacências. Segundo os moradores, a duração dos cortes não ultrapassa vinte minutos, porém, acontecem mais de uma vez ao dia. "Teve uma noite em que as interrupções aconteceram mais de três vezes. Pensei que fosse uma brincadeira de mau gosto", disse um empresário que preferiu não se identificar. A CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) explicou que a "falta rápida" de energia na região do Jardim Francano é provocada por conta das obras de ampliação na Subestação Resende, que abastece aquela área da cidade. "Os chamados `piscas` são necessários para a troca de transformadores e evitam que seja realizado desligamentos mais prolongados", disse Sidnei Flaibam, assessor de imprensa da CPFL. Mas não são apenas os piscas que estão irritando moradores da região Sul. Interrupções maiores também estão no centro das reclamações. Uma das quedas de energia durou mais de 5 horas e aconteceu em plena sexta-feira. "Estava reunindo amigos em casa. A festa mal começou e teve que acabar", reclamou o empresário. Sidnei Flaibam explicou que, neste caso, foram os temporais com incidências de raios. "A região Sul é alta e descampada e, infelizmente, não há como evitar esse fenômeno da natureza. Para não ocasionar danos em equipamentos, há um dispositivo que desliga automaticamente". O estudante de radiologia Edson Cléber Martins é uma das vítimas dessas constantes interrupções no fornecimento. Ele teve seu computador queimado por uma oscilação de energia no ano passado. Quando ocorreu o problema, procurou a CPFL, que o orientou a fazer orçamentos do produto para ser ressarcido. Os valores ultrapassaram R$ 1,3 mil. Quase três meses depois, nenhuma resposta positiva da empresa. "Não tive outra alternativa a não ser procurar o Procon. Agora tenho uma audiência marcada para o dia 17 de abril. Espero ter meu dinheiro de volta". A empresa não se pronunciou sobre este caso.

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