Familiares e amigos cobram empenho da polícia no caso


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Aldenora Ferreira,mulher do segurança Rosinaldo Pantoja, durante o velório do marido, em frente à Igreja São Judas: comoção
Aldenora Ferreira,mulher do segurança Rosinaldo Pantoja, durante o velório do marido, em frente à Igreja São Judas: comoção
A morte de Rosinaldo Pereira Pantoja causou grande comoção pela brutalidade. Parentes, amigos e até mesmo quem não o conhecia ficou sensibilizado diante de tanta violência. O corpo só foi liberado na manhã de domingo e foi velado na casa em que a vítima morava, na Vila Pedigoni. Dezenas de pessoas passaram pelo local para dar o último adeus. O frei Mauro, responsável pela Igreja São Judas, onde o segurança trabalhava, esteve presente e comandou as orações. O sepultamento foi realizado ontem de manhã no Cemitério Santo Agostinho. Chovia quando o caixão deixou a residência, carregado por familiares e amigos de Indião. Um grupo, formado por cerca de dez seguranças, acompanhou a solenidade e pediu empenho da polícia nas investigações. “Infelizmente, foi morto de maneira tão violenta e fizemos questão de vir nos despedir dele e abraçar a família. Nossos companheiros estão revoltados, mas é preciso ter calma. Esperamos que as autoridades encontrem os autores o mais rápido possível. Vamos ficar em cima. Foi um crime bárbaro e os responsáveis não podem ficar impunes”, disse um amigo, que não quis se identificar. Outros amigos, que preferiram não se identificar temendo represálias, disseram que “Indião” era uma boa pessoa e não aparentava ter inimigos. “Ele era muito sério e responsável no que fazia. Algumas pessoas que nos contratavam sempre faziam questão de que ele estivesse junto”. Os seguranças disseram que a vítima não havia comentado sobre ameaças, mas que o fato seria uma constante na vida deles. “Na nossa profissão, lidamos com muitas pessoas ruins e sempre corremos riscos”. Segundo os companheiros de trabalho, o fato de Indião ter se desentendido com um segurança no fim do ano passado não seria a causa da morte dele. “Não foi uma briga, apenas uma discussão. Não acredito que ele morreu por causa disso”. A dona de casa Aldenora Cordeiro Ferreira, mulher de Indião, também pediu empenho da polícia. Ela disse desconhecer qualquer tipo de ameaça sofrida pelo marido. “Estou muito arrasada. Não sei o que pode ter acontecido. Meu marido era muito fechado e nunca contava nada para mim. Não trazia problemas do serviço para casa. Nada vai trazê-lo de volta, mas espero que a polícia descubra o que aconteceu. Será um alívio”.

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