Queima de arquivo pode ter motivado morte de segurança


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Na noite de sábado, o segurança da Igreja São Judas, Rosinaldo Pereira Pantoja, 33, comeu um lanche e conversou com amigos sobre a violência que toma conta da cidade. Menos de uma hora depois, foi executado com seis tiros na cabeça dentro do próprio carro. A polícia ainda não conseguiu chegar aos autores, mas acredita que “Indião”, como era conhecido, possa ter sido assassinado por um conhecido. A “queima de arquivo é uma das hipóteses investigadas. Indião era de Porto Velho (RO) e morava em Franca desde 1996. Sempre trabalhou como segurança e vivia com a mulher e três filhos em uma casa da Rua Jacinto Retuci, Vila Pedigoni. Há cerca de um ano, passou a a fazer a vigilância da Igreja São Judas diariamente. Seu turno era das 22 às 6 horas. No sábado, pouco antes de começar o serviço, passou em uma casa de lanches, pediu uma bolota e conversou com conhecidos. A violência que o vitimou logo depois foi o tema principal do diálogo. “Para mim foi muito chocante. Ele chegou no carrinho de lanche e pediu: ‘vê para mim o lanche maior que tiver ai, pelo amor de Deus’ e sorriu, muito simpático. Conversou comigo, minha mãe e com os dois rapazes do Bolota. Falamos sobre a violência e o vandalismo, ele comentou que estava muito perigoso”, disse uma amiga. Após lanchar, foi para seu trabalho. Alguns minutos se passaram e uma pessoa chegou para conversar com ele. O segurança abaixou o vidro dianteiro de seu Tempra. Ninguém sabe ao certo o que aconteceu em seguida. A conversa foi abafada pelo estampido de seis tiros. Os disparos teriam sido efetuados por dois ocupantes de uma moto. Rosinaldo morreu dentro do carro. Inicialmente, as suspeitas indicavam que o crime poderia ter sido cometido por vingança - Indião teria se desentendido com um outro segurança no ano passado - mas a polícia direciona seu trabalho para outra linha de investigação. “Investigamos todas as possibilidades e a queima de arquivo pode ser uma delas. Temos alguns indícios que apontam para essa direção. Vamos investigar a vida pregressa do segurança para saber com quem e por onde andava para apurar que tipo de desentendimento poderia ter, bem como também para identificar quem poderia ter interesse em sua morte”, disse o delegado Wanir.

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