Especialista em enganar pessoas na compra e venda de veículos, Marcelinho tem se tornado um verdadeiro “rei” na arte de fugir.
Em menos de dois meses, foram duas fugas espetaculares. Sua faceta de fujão foi mostrada pela primeira vez no dia 19 de dezembro. Era noite de terça-feira. Marcelinho e dois investigadores amigos dividiam a mesma mesa de bar. Saboreavam uma porção de peixe e tomavam uns chopinhos, quando uma viatura da PM passou pelo local e anunciou a prisão do golpista. Havia dois mandados contra ele.
Os dois policiais civis que bebiam e comiam com o bandido assumiram a responsabilidade de levá-lo para a cadeia. No trajeto, Marcelinho escapou em circunstâncias ainda não esclarecidas. Segundo versão oficial, ele teria simulado um mal-estar e pedido para que os amigos soltassem as algemas para que ele vomitasse. Num momento de distração dos policiais, saiu correndo.
O golpista foi preso dois dias depois e mandado para a cadeia de Pedregulho. Por mais absurdo que possa parecer, foi premiado com a condição de preso de corredor logo depois e tinha livre acesso às dependências do presídio. Uma testemunha diz ter visto o criminoso lavando o carro na porta da delegacia e dando uma volta com o possante pelas ruas da cidade no fim de semana.
A polícia afirma desconhecer o fato, como também diz desconhecer a forma como ele fugiu na manhã da última terça-feira. Há quem garanta ter sido pela porta da frente. O golpista falou que foi por um portão lateral. “Estamos investigando as fugas. Se o funcionário não trabalhou direito, tem que ser punido. É preciso separar os bons dos maus policiais”, afirmou o delegado seccional Maury de Camargo.
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