Troca de comando ocorre sob rixa entre médicos


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A troca de comando na Santa Casa acontece em meio a uma briga entre uma parte do corpo clínico e a administração do hospital. Um grupo de médicos acusa a direção de agir com autoritarismo, dificultar as condições de trabalho, ampliar o déficit do hospital e a responsabiliza pelos problemas nos atendimentos a pacientes. Os diretores se limitam a defender o atendimento com certificações de qualidade obtidas e dizem que os acusadores não representam parcela significante dos médicos vinculados ao hospital. José Cândido Chimionato, que deve assumir a presidência da Santa Casa, tem lado na rixa. "Essas acusações partem de uma parte ínfima dos médicos, que está afastada do dia-a-dia no atendimento. Isso é mais uma questão política do que qualquer coisa", disse. Chimionato, assim como membros atuais da diretoria, baseiam-se no fato de os dois principais representantes da fração insatisfeita do corpo clínico, os médicos Lavínio Nílton Camarim, conselheiro do Cremesp (Conselho Regional de Medicina da São Paulo) em Franca, e Marco Aurélio Piacesi, presidente do Sindicato dos Médicos de Franca, terem prestado poucos atendimentos no hospital. Para Camarim, esse argumento não procede. "Primeiro, eu sou um representante de classe e falo por uma entidade. Segundo, que nenhuma justificativa servirá para explicar a razão pela qual fomos barrados dentro do hospital". O médico se refere ao fato de ele, Piacesi e o cirurgião Carlos Riad terem sido impedidos de entrar no anfiteatro da Santa Casa para assistir a uma palestra no dia 24 de janeiro.

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