Tempestades


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Tenho certeza que devemos mudar algumas coisas no sentido de mudar a arquitetura de nossas construções. Nosso planeta nos reserva muitas surpresas ainda; mas tem algumas coisas que dá pra amenizar impactos. Por exemplo: porões em casa, treinar a população a se movimentar menos durante temporais, mapear e divulgar informações sobre as áreas de risco em casos de tais fenômenos e arborizar em grande escala, para reduzir riscos de quedas bruscas de temperaturas. No Brasil, a partir de agora, vão ocorrer fenômenos aos quais os brasileiros não estão acostumados. Por seleção natural, a Terra vai nos forçar a dar um salto evolutivo. Ou ficamos mais espertos ou ficaremos no meio do caminho. Estamos tendo formações de tornados em Franca e em Indaiatuba, algo que nunca houve antes. Não vai haver espaços para amadores. Os gestores de cidades vão ter que andar à frente desse relógio. Se não houver planejamento o povo vai ficar acuado. De pacífico (sem precisar de aquecedores no inverno; pouco ou quase nada de ar condicionado no verão; o que se planta, se colhe e então, preserva-se a harmonia entre a natureza e as pessoas), torna-se violento (impossível dormir sem ar condicionado à noite, tem-se colheitas comprometidas por adversidades climáticas e outros detalhes do tipo, na quebra da harmonia entre a natureza e as pessoas). Recentemente a Sabesp deu mostra de despreparo diante do desconhecido. E o desconhecido vai se repetir mais e mais. A dica é esta: devemos dar um passo adiante do relógio. Jurandir Honda é leitor do Comércio da Franca

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