O Sindifranca (Sindicato da Indústria de Franca) formalizou, ontem, sua primeira proposta para os sapateiros, categoria cuja data-base foi em 1º de fevereiro: foi oferecido 1% de aumento. O anúncio da oferta foi feito em uma assembléia, na tarde de ontem, no Sindicato dos Sapateiros. Os trabalhadores receberam muito mal a oferta, a qual definiram como “ridícula”, “ofensiva”, “revoltante” e “desrespeitosa”, entre outros adjetivos. A categoria pediu 13,3% de reajuste.
Segundo Paulo Afonso Ribeiro, presidente da entidade, a estratégia do Sindifranca é ganhar tempo. Para ele, a proposta final será adiada até onde for possível. “Não tem nem cabimento os patrões oferecerem menos da metade da inflação registrada. É só um blefe. Eles querem ver como a categoria vai participar da campanha para, conforme a adesão, oferecerem aumento”, disse.
Outro item que gerou polêmica na oferta do Sindifranca foi o PLR (participação nos lucros e resultados). Foi oferecido um bônus de 80 horas, restrito a quem ganhar menos de R$ 600 mensais. “O que os trabalhadores decidiram em assembléia é que o PLR ideal é de 200 horas para todos, independente de salário. Está muito longe do que queremos”, disse Ribeiro.
As próximas reuniões para a discussão do aumento dos sapateiros serão na quarta e quinta-feira, no Ministério do Trabalho. Na tarde de quinta, será promovida nova assembléia com os trabalhadores.
O presidente do Sindifranca, Jorge Donadelli, não foi encontrado para falar sobre a discussão do reajuste salarial.
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