Dois veículos são furtados por dia em Franca


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Delegado Wanir disse que combater furtos de veículo é prioridade: “Vamos aumentar a equipe e intensificar as investigações
Delegado Wanir disse que combater furtos de veículo é prioridade: “Vamos aumentar a equipe e intensificar as investigações
Na noite de segunda-feira, o pespontador Ulisses Moisés Pizani de Oliveira, 25, estacionou seu carro na Rua General Osório, Centro, e dirigiu-se para a escola industrial “Doutor Júlio Cardoso”, onde estuda. Ele saiu da escola às 23 horas. Louco para voltar para casa, levou um tremendo susto: seu Chevette cinza escuro, ano 90, placas BWR 6404, não estava mais no local onde havia sido deixado. “Foi um desespero enorme. É um sentimento terrível saber que algo conquistado com tanto sacrifício foi levado por ladrões”. O drama de Ulisses não é único. No ano passado, 669 vítimas passaram pela mesma situação. Na média, pelo menos duas pessoas têm os veículos levados das ruas da cidade todos os dias. Segundo a Secretaria de Segurança Pública paulista, o furto de veículos é a modalidade de crime que mais cresce em Franca. Comparando-se com 2005, o número de casos no ano passado foi 17,3% maior. A julgar pelo desempenho de janeiro, quando mais de 70 carros e motos foram furtados, novo recorde deverá ser batido este ano. Se o índice de ocorrências é grande, o mesmo não se pode dizer em relação ao número de produtos recuperados. Invariavelmente, a vítima só consegue reaver seu veículo nas situações de “furto de uso”, aquele em que o criminoso abandona o veículo. Na maior parte dos casos, o carro é “depenado” e vai parar em desmanches. Na esperança de reaver seus bens, vítimas têm feito o papel de polícia e “investigado” com os próprios recursos. “Dependo do carro para trabalhar. Temos visitado alguns pontos de desova na cidade, mas não encontramos nada ainda. Estou disposto até a pagar uma recompensa para quem der informações”, finalizou Ulisses. A marca do veículo dele é uma das mais visadas pelos ladrões, ao lado do Gol, Fusca, Parati, Monza e Uno. “Carros com mais de dez anos são alvos em potencial, pois são desmanchados e colocados no mercado de peças usadas”, disse o tenente Wellington, comandante da Força Tática da PM. Segundo a polícia, o Centro é a região preferida dos ladrões para os furtos. Outros locais tidos como áreas de risco são Vila Aparecida e os bairros São José, Cidade Nova e Estação.

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