Mulheres chegam mais fácil aos cem


| Tempo de leitura: 2 min
Passar dos cem anos, não é tarefa fácil, diz a médica geriatra Ana Maria Bruxelas de Freitas Neves. Dona Maria Rosa de Jesus conseguiu essa façanha, mas ela não é a única. Médica há 20 anos, Ana Maria, sempre atendeu centenários que, como ela define, estão na quarta idade. Atualmente são sete, a maioria mulheres. Pelo último censo do IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatísticas), realizado em 2000, Franca tinha 33 pessoas com cem ou mais anos (dez homens e 23 mulheres). Para a geriatra, mulheres chegam mais fácil a um século de vida porque os homens são mais expostos aos riscos. "O homem morre mais fácil em razão dos acidentes de trabalho, brigas, acidentes automobilísticos, além disso, ele cuida menos da saúde". Outros fatores que também diminuem a longevidade estão ligados ao sedentarismo, tabagismo, obesidade, álcool, drogas e pouca ingestão de água. "Todos temos condições de chegar aos cem anos, mas não fazemos esforços para isso", disse a médica. Segundo ela, a genética, os hábitos diários e a qualidade de vida pensam muito para que uma pessoa atinja a quarta idade. "Se tivesse uma receita, esta seria água, frutas e verduras, atividade física e mental. É preciso também gostar de viver, ter espiritualidade, saber lidar com o próximo e ter um projeto de vida para os próximos dez anos". Emídia Pereira de Moraes, 103 anos completados em janeiro, é outro exemplo. Torcedora fiel do Corínthians e apaixonada pelas movimentações políticas do País desde a era de Getúlio Vargas, mora com a filha Geralda Ribeiro da Silva na Vila Santa Luiza, em Franca. Há cerca de cinco anos, ficou sem andar durante quatro meses em razão de um problema na coluna, mas, para surpresa de todos, se recuperou antes do previsto. Hoje, ela anda sozinha pela casa e, com um detalhe: não gosta que ninguém a ajude a se locomover. Apesar da catarata, ainda costura e, se pudesse e a filha deixasse, até se arriscaria na cozinha.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários