Marcelinho é preso escondido atrás de guarda-roupa


| Tempo de leitura: 2 min
O golpista Marcelo Henrique Rodrigues, 28, o “Marcelinho”, acordou cedo ontem e foi tomar um banho. Ao sair do chuveiro, quinze minutos depois, ouviu um barulho e se assustou. Ainda molhado e só de bermuda, foi correndo para o quarto e tentou se esconder atrás de um guarda-roupa. Era tarde demais. Cinco policiais civis armados já estavam no local e o prenderam sem dar chances para qualquer tentativa de reação. Terminava às 9h30 a caçada ao rei da fuga. Dois dias após ter escapado da cadeia de Pedregulho, ele foi recapturado dentro de uma casa no Parque Mogiana III, em Restinga. Desde a manhã de terça-feira, o centro de inteligência da Polícia Civil vinha rastreando os passos do estelionatário por meio de equipamentos eletrônicos, mas não tinha sua localização exata. Uma denúncia anônima feita ao 4ª DP ontem indicou o lugar onde ele estava. Os delegados Dalmo Mateus, Marcelo Rodrigues e os os investigadores Uiltoncir Júnior, Leandro e Kléber foram até Restinga e o detiveram. “Cercamos a residência e chegamos a conversar com uma criança de oito anos, que nos indicou que ele estava no quarto dormindo. Entramos e o detivemos no quarto. O fugitivo estava encolhido atrás do guarda-roupas e não ofereceu resistência”, contou o delegado Dalmo. Marcelinho foi colocado na viatura e conduzido à sede do 4ª DP, no Parque Progresso, onde foi registrado o Boletim de Ocorrência de recaptura. Prestou um vago depoimento e se negou a contar detalhes de sua fuga. Sob a custódia da Polícia Civil em uma cela da Delegacia Seccional, ele aguardou, até o início da noite, transferência para uma penitenciária do Estado. A cidade escolhida foi Ribeirão Preto. “Por tudo que ele fez, será necessário cuidado redobrado. Tomaremos sérias providências, inclusive com a participação do nosso diretor de departamento”, afirmou o delegado Daniel Radaelli, responsável pelo setor de inteligência. A prisão foi recebida com alívio, mas não encerra o trabalho de investigação por parte da Polícia Civil. O desafio é apurar as circunstâncias em que a fuga se deu. “Tenho o maior interesse de que a Corregedoria apure a fundo o que aconteceu. Precisamos saber de forma séria e efetiva quem deu fuga, como ocorreu e se houve ou não algum tipo de facilitação. Já tenho algumas informações e vamos apurar a veracidade”, disse Radaelli. Um comerciante do ramo de compra e venda de veículos, que abrigou Marcelinho em sua casa durante a fuga, deverá ser indiciado pelo crime de favorecimento pessoal.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários