Vereadores condenam gasto com celular


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Para a maioria dos vereadores de Franca, a utilização pessoal de um telefone celular da Câmara pelo do ex-presidente Marcelo Mambrini (PMN) é condenável. Mesmo quem reconhece o suposto direito de uso defende que o vereador do PMN comprove publicamente que utilizou o aparelho apenas para tratar assuntos da Câmara. A conta do aparelho, durante o ano de 2006, ficou em R$ 1,9 mil. Nunca antes na Câmara de Franca um vereador teve direito a usar um celular com conta paga pelo Legislativo. Gilson Pelizaro (PT) fez questão de registrar o que ele chamou de "uma inovação" de Mambrini. "Os `vereadores mortais` nunca tiveram esse tipo de regalia. (...) Enquanto presidente, ele podia? Podia. Deveria? Não. Nem tudo que pode a gente deve fazer. É uma questão de pensar que aquele dinheiro que está sendo gasto é o povo quem está pagando", disse. O ex-presidente Luiz Carlos Fernandes (PDT), que chegou a ordenar o engavetamento do celular em 2005, fala em "abertura de precedente". "Se ele já tem à disposição o telefone do gabinete, não há necessidade de ter um celular. Porque, se tiver, dá direito a que todos tenham". Fernandes ressaltou que, quando não está na Câmara, usa telefones particulares. "Despesas fora da Câmara devem ficar por conta do vereador". O líder do governo, Jepy Pereira (PSDB), foi enfático na reprovação a Mambrini. "Eu acho errado. Todos nós temos nossas linhas do gabinete. Então, se tem, não há porque ter um celular. Não se justifica". Já Zezinho Cabeleireiro (PTB) deixou a crítica subentendida. "Cada um tem uma cabeça, cada um pensa de um jeito. Dinheiro público é dinheiro público, a gente não pode brincar. Se ele acha que errou, que dê uma resposta à população". `CAMUFLAGEM` A ampla maioria dos vereadores ficou sabendo dos gastos de Mambrini por meio da edição de ontem do Comércio. Essa foi a principal causa de irritação do vereador Silas Cuba (PT). "As coisas que vêm acontecendo nos surpreenderam. Independente do cargo, ninguém dever ter regalias, ainda mais se faz a coisa de forma camuflada". Não existe no regimento da Câmara determinação que impeça o ex-presidente de ter utilizado o celular. Rui Engrácia (PSDB) acredita que os vereadores devem agir nesse ponto. "Se não há regras claras, fica difícil cobrar algo. Uma medida interessante a tomar é definir as regras. Se tem que haver um celular para o presidente, vamos regulamentar", disse. Apesar de não ver problemas no fato de Mambrini ter usado o celular da Câmara, o atual presidente, Joaquim Ribeiro (PSB), adianta que não fará o mesmo. "Acho que enquanto ele foi presidente, era legítimo, mas não vou fazer o mesmo, tanto que já mandei dar baixa no celular. Se ele usou no mês de janeiro, eu vou convidá-lo a devolver o que foi gasto aos cofres públicos".

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