Públicas: indisciplina e falta de motivação


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Indisciplina e falta de empenho dos alunos, aliadas a uma estrutura que pouco motiva os estudos, podem ser as causas do baixo desempenho em exames como o Enem. A maioria das escolas públicas de Ensino Médio contam com salas que deveriam servir de laboratórios, mas são poucas que utilizam os espaços por falta de equipamentos e de professores capacitados. "A falta de aulas práticas realmente desmotiva os alunos", disse um professor que preferiu não se identificar. Na Escola Estadual "Agostinho Lima de Vilhena", do Jardim Noêmia, que obteve 36,81 de acertos e ficou na última colocação entre as escolas de Franca, os pais e os próprios alunos apontam as dificuldades. A dona de casa SRL, 37, têm dois filhos matriculados na unidade. Para ela, o resultado no exame não é novidade. "O ensino é muito fraco. Meus filhos são esforçados e acabam sendo prejudicados por alunos que vão lá só para atrapalhar a aula". JA, 18, ex-aluna da escola, também atribuiu o resultado do Enem aos próprios colegas que não se comportam. "Parece até que os professores têm medo dos alunos. Falta uma atitude rígida por parte da direção". Outras escolas que tiveram desempenho abaixo da média no Enem também não são diferentes da escola do Noêmia. Na Otávio Martins de Souza, por exemplo, a indisciplina toma conta. Em recente entrevista ao Comércio, a diretora chegou a declarar que os próprios alunos quebraram vidraças de salas de aula. A direção da escola Sérgio Leça também chegou, no ano passado, a acionar a Ronda Escolar por conta de brigas dentro da unidade estadual. A escola está entre as piores no ranking do Enem. Ontem, nenhum dos diretores quis comentar o desempenho de suas unidades.

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