As últimas posições do ranking do Enem de 2006 são ocupadas por escolas estaduais. Das 27 escolas do Estado em Franca que participaram do exame, 22 tiveram pontuação abaixo da média estadual. Entre elas, estão as escolas "Prof. José Mário Faleiros" e "Agostinho Lima de Vilhena". Já na região, a escola "Isaac Vilela", de Restinga, teve a pior colocação regional. Apesar do resultado negativo, nem diretores das unidades, nem a dirigente regional de ensino, Ivani Marchesi, e nem a secretária de Estado da Educação (SEE), Maria Lúcia Marcondes Carvalho Vasconcelos, falaram sobre o assunto.
A dirigente regional, Ivani Marchesi, disse que a nova sistemática da SEE não permite que os diretores e, nem mesmo ela, que é responsável por dez municípios da região, falem com a imprensa. "Não podemos falar nada. Não adianta insistir. Só a assessoria de imprensa estadual poderá se pronunciar".
Procurados, os diretores repetiram a postura de Ivani. Todos estavam orientados a manterem o silêncio. Na Escola Estadual "Agostinho Lima de Vilhena", no Jardim Noêmia, a diretora Madalena (não quis passar o sobrenome) chegou a atender a reportagem, mas logo desviou o assunto. "Por mim falaria tranqüilamente, mas, pelas normas, não posso me pronunciar".
Em Restinga, na escola "Isaac Vilela de Andrade" que amargou o último lugar no ranking regional, com 33,03% de acerto das questões do Enem, a diretora Dênia (não passou o sobrenome) sequer chegou a ouvir as perguntas da reportagem. Ao saber que o assunto era o Enem, mandou uma secretária dizer que estava em reunião e que só falaria com autorização.
Na SEE, em São Paulo, a ordem e postura foram as mesmas. Ninguém falou sobre o assunto. Prometem esclarecimentos para a próxima semana. A atual secretária de Estado da Educação, Maria Lúcia Marcondes Carvalho Vasconcelos, foi procurada pela reportagem, mas não quis se manifestar.
APENAS UMA
A única que se pronunciou sobre o Enem foi a diretora Zulmira Vanini Engrácia, da escola "Prof. Israel Niceus Moreira", que ficou em ultimo lugar no ano passado e, em 2006, ganhou 20 posições, ficando com o 16º lugar. Ela atribuiu o baixo desempenho dos estudantes em 2005 ao número reduzido de participantes na prova do ano passado.
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